Agência apoiada por OMS participa de testes para vacina contra malária
BR

28 abril 2017

Ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim, que chefia a Unitaid, ressaltou ainda autotestes de HIV para que pacientes possam fazer exames sem ir a uma clínica.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O presidente da Unitaid, Celso Amorim, afirmou que a organização está cooperando com várias entidades nos testes de vacina contra a malária. O objetivo é avaliar se o medicamento tem uma “efetividade média”, para ser usado em pacientes em todo o mundo.

A agência é uma organização independente criada por um grupo de países incluindo Brasil, Chile, França, Noruega e Reino Unido com o objetivo de combater o HIV/Aids, a tuberculose e a malária. A Unitaid é apoiada pela Organização Mundial da Saúde e funciona na sede da OMS, em Genebra. Em entrevista à ONU News em Nova Iorque, o ex-ministro brasileiro falou sobre os projetos para este ano da Unitaid.

Aids

“Há outras coisas que estão ocorrendo agora como por exemplo, testes pessoais sobre Aids. Então, isso permite a pessoa se testar com privacidade e depois procurar se tratar se for o caso. Mas há também iniciativas em várias outras coisas: hepatite C, por exemplo, que o custo de tratamento é muito alto. Uma outra coisa que de certa maneira não é nova, mas que agora foi novamente lembrada, é projetos com relação à propriedade intelectual. Quer dizer, como vencer obstáculos que algumas vezes o esquema de patentes cria.”

Ele lembrou ainda da reunião de cúpula da Unitaid sobre saúde feminina que vai contar com Chefes de Estado mulheres e outros líderes e autoridades da Unitaid e mundiais. O encontro, que acontecerá até o fim do ano, terá como anfitriã a presidente do Chile, Michelle Bachelet.

Amorim disse ainda que um dos maiores desafios da organização é o financiamento para cobrir as operações e falou sobre a cooperação com os países de língua portuguesa para combater essas doenças.

Projetos

“Vou a Cabo Verde e espero também conversar sobre este tema e vou passar por Lisboa. Portugal também é um país que poderia, tem agora o secretário-geral da ONU inclusive, então seria importante que Portugal participasse e que os outros países participassem, cada um dentro da sua possibilidade. Eu acho que alguns países de língua portuguesa também poderiam dar uma contribuição e receber o benefício. Aliás, Moçambique é um país que se beneficia bastante de projetos da Unitaid.”

Celso Amorim está nos Estados Unidos lançando seu livro “Teerã, Ramallah e Doha”, traduzido para o inglês.

“Foi meu último livro sobre política externa, escrito a dois anos atrás e que trata de três narrativas de temas que o Brasil teve um papel de destaque. Teerã, foi o nosso esforço juntamente com a Turquia para encontrar uma solução para o problema ou a questão do programa nuclear iraniano. Tem toda a nossa relação com o Oriente Médio, é uma outra narrativa Ramallah. Por que Ramallah? Porque esse processo culmina com o reconhecimento do Estado palestino. Doha, apesar do nome estar ligado ao Oriente Médio, na verdade é sobre as negociações comerciais.”

Unitaid

A Unitaid tem o apoio da ONU através da Organização Mundial da Saúde, OMS, do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef e do programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids.

A agência foi lançada em 2006 e foi descrita pelo então secretário-geral, Kofi Annan, como uma “iniciativa para salvar vidas” que fornecerá remédios e tratamentos às pessoas que sofram dessas doenças.

 

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