Chefe humanitário quer ação imediata do Conselho de Segurança na Síria
BR

27 abril 2017

De Genebra, em pronunciamento por videoconferência aos 15 países-membros, Stephen O’Brien afirmou que essa ação “já é tardia para mais de 250 mil mortos na guerra”; ele disse que deve haver uma solução política.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, pediu “ação imediata do Conselho de Segurança” para acabar com o conflito na Síria.

De Genebra, por videoconferência, O’Brien disse aos representantes dos 15 países-membros do órgão que essa ação “já é tardia para mais de 250 mil sírios que morreram nessa guerra”.

Solução

Segundo o subsecretário-geral da ONU, “deve haver uma solução política para o conflito de acordo com a resolução 2254, adotada em 2015”.

O’Brien afirmou que "enquanto as estratégias militares forem priorizadas sobre a política, não pode haver uma paz duradoura”. Ele declarou que, como resultado, a população civil ficará exposta a um sofrimento desnecessário cada vez maior.

O coordenador de ajuda de emergência citou os recentes ataques nas cidade de Foah e Kefraya, onde morreram 125 pessoas, entre elas, 67 crianças. Para ele, isso representa “um preço terrível a ser pago” pela população.

Cessar-fogo

O’Brien disse que a situação humanitária está piorando no país. O subsecretário-geral da ONU pede a consolidação de um cessar-fogo nacional e a proteção dos civis e da infraestrutura civil por todas as partes envolvidas no conflito.

Na sua opinião, é preciso também suspender todas as barreiras burocráticas e arbitrárias para que a ajuda possa chegar a todas as partes da Síria, inclusive das áreas sitiadas ou de difícil acesso.

O’Brien afirmou que deve acabar a ação de retirada de todos os equipamentos e produtos médicos que estão nos comboios de emergência.

Ao falar sobre o assunto, o representante da ONU declarou que pelo plano de entrega de ajuda para abril e maio, foram enviados apenas quatro comboios até agora, alcançando pouco mais de 157 mil pessoas.

Ele explicou que nenhum desses comboios de emergência foi para áreas sitiadas, por falta de autorização necessária dos lados do conflito.

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Entrevista: Paulo Sérgio Pinheiro

 

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