Conflito intensifica no Alto Nilo, no Sudão do Sul e 25 mil saem de casa

27 abril 2017

Famílias fogem do lado oeste do rio Nilo devido ao aumento das atividades militares; Missão da ONU no país pede às partes em conflito para acabarem com o sofrimento e para protegerem os civis.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

O chefe da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, fez um apelo às partes em conflito na região de Alto Nilo, onde os confrontos estão a se intensificar.

David Shearer pede aos lados para que “acabem com o sofrimento que estão a causar, se responsabilizem pelas vidas que destruíram e protejam os civis”. De Juba, capital sul-sudanesa, o porta-voz da Unmiss explicou que milhares de famílias já se retiraram do lado oeste do rio Nilo.

Deslocados  

Daniel Dickinson informou que 25 mil pessoas já abandonaram suas casas nos últimos dias devido ao aumento das ações militares. Após forças do governo tomarem o controlo da cidade de Kodok, muitas pessoas tentam cruzar a fronteira com o Sudão.

Na segunda-feira, trabalhadores humanitários foram retirados de Kodok, após orientações das forças sul-sudanesas. A região do Alto Nilo é o foco de atividades militares nos últimos meses.

Sem patrulha

O chefe da Unmiss está muito preocupado com 50 mil pessoas deslocadas na cidade de Aburoc. Shearer pede às forças do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, aliadas ao governo para evitarem a morte de civis inocentes.

Aos soldados da oposição que estão a se esconder na cidade, o apelo é para que de lá saiam e não tomem civis como alvo. A Unmiss tenta ganhar acesso à cidade de Aburoc para tratar de perto a situação de segurança. Mas nesta quinta-feira, as forças do governo negaram autorização para uma patrulha aérea.

No início da semana, o chefe da Unmiss participou num encontro no Conselho de Segurança onde afirmou que uma solução política deve ser o único caminho para o Sudão do Sul.

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