Assassinatos no Sudão do Sul têm base étnica, afirma escritório da ONU

25 abril 2017

Muitos civis foram mortos em várias áreas do país; divisão de Direitos Humanos recebeu também relatos de violência sexual; Conselho de Segurança avalia sanções contra país mais novo do mundo.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.*

O Escritório de Direitos Humanos da ONU está a condenar ataques recentes a civis ocorridos em várias cidades do Sudão do Sul. Esta terça-feira, em Genebra, a porta-voz Ravina Shamdasani explicou que os assassinatos têm base étnica.

Segundo Ravina, vários testemunhos indicam que soldados do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, mataram civis devido a sua etnia, a incluir meninos e homens.

Alegação

A divisão de Direitos Humanos da ONU também recebeu relatos de violência sexual a envolver seis mulheres. As autoridades locais, a incluir o Spla, disseram que os homens suspeitos de envolvimento em um dos incidentes foram detidos.

Mas as autoridades sul-sudanesas negam qualquer alegação de atrocidades em massa contra civis. Somente em Wau, 28 civis foram mortos há duas semanas após uma emboscada de tropas do governo.

Fuga

Testemunhas afirmam que homens armados entraram nas casas a perguntar a etnia dos moradores antes de dispararem.

O país mais novo do mundo está dividido num conflito civil que já dura dois anos. De um lado estão as forças do Spla leais ao presidente Salva Kiir e do outro, o Spla fiel ao antigo vice-presidente Riek Machar.

Mais de 20 mil pessoas fugiram de suas casas após os ataques mais recentes. O Escritório de Direitos Humanos da ONU alerta que a impunidade no Sudão do Sul poderá aumentar a onda de violência.

Esta terça-feira, em Nova Iorque, o Conselho de Segurança faz um encontro sobre o Sudão do Sul, a avaliar a situação e sanções contra o país.

*Com reportagem de Daniel Johnson, da ONU News em Genebra.

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