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OMS celebra maior presença de dados sobre doenças tropicais na internet

OMS celebra maior presença de dados sobre doenças tropicais na internet

Conferência sobre Doenças Negligenciadas apresenta conceito de portal com dados de todo o mundo; somente 43% dos afetados pelo grupo de infeções pode receber tratamento.

Eleutério Guevane, da ONU News em Genebra.*

A comunidade cibernética terá um novo portal sobre o combate às doenças tropicais que recebem menos atenção. O recurso foi apresentado esta quinta-feira, em Genebra, com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS.

Um evento especial destacou avanços do Programa Especial de Extensão para a Eliminação de Doenças Tropicais Negligenciadas, Espen, no seu primeiro ano. A meta da iniciativa é fazer chegar o tratamento a todos os afetados até 2020.

Informação

Falando em Genebra, o vice-presidente do Grupo de Revisão de Programas sobre as DTNs em África, Ricardo Thompson, disse todos os países terão agora informação básica e mais detalhada sobre o tema.

“Vai nos dar ideia do estágio de tratamento que é preciso para a eliminação, dos recursos necessários e em termos de medicamentos para tratar estas doenças. Portanto, em termos de planificação de ações é extremamente importante para os parceiros e para os países usar o portal e a informação que nele está contida para planificar melhor os esforços de intervenção. É um lugar para compreender mesmo a situação dos lugares onde as pessoas vivem.”

Como um dos mais notáveis progressos alcançados na área destaca-se o combate da  drancoculíase, que teve uma redução de 99% desde 1985. A Conferência sobre Doenças Tropicais Negligenciadas, DTNs, revelou que o combate à elefantíase e à doença do sono também reforçam as esperanças para o fim destas enfermidades.

Consciência          

A cidade suíça reúne até sábado representantes de governos, de companhias farmacêuticas, além de filantropos. O chefe da Microsoft, Bill Gates, disse que pretende aumentar a consciência e apoiar a erradicação dessas doenças.

Calcula-se que somente quatro em cada 10 pessoas com o tipo de enfermidade   recebem tratamento específico em todo o mundo.

*Em cooperação com Escritório da OMS em África.

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