Estabilidade na Guiné-Bissau só resulta de processo inclusivo, diz ONU

19 abril 2017

ONU News conversou com especialista em política do Escritório da ONU no país, Uniogbis; Marco Carmignani lembra que última resolução do Conselho de Segurança destaca processo consensual.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.*

O caminho para se alcançar uma solução para o impasse político vivido pela Guiné-Bissau passa por um diálogo inclusivo e pela busca do consenso.

A declaração foi dada à ONU News pelo vice-representante especial do secretário-geral no país, Marco Carmignani.

Reformas prioritárias

“A consolidação da paz e estabilidade na Guiné-Bissau somente podem resultar de um processo consensual, inclusivo e com apropriação nacional, que respeitem a ordem constitucional, as reformas prioritárias dos setores de defesa, segurança e justiça. A promoção do Estado de direito, a proteção dos direitos humanos, a promoção do desenvolvimento socioeconómico. E a luta contra a impunidade e o tráfico de drogas dentro de um marco de soberania, de independência , de unidade e de integridade territorial da Guiné-Bissau.”

Ainda na entrevista, Carmignani lembrou que o Conselho de Segurança pede que haja as condições necessárias para apoiar a realização das eleições legislativas e presidenciais, previstas para 2018 e 2019, respectivamente.

Decisão

Carmignani lembrou ainda que a data das eleições é uma decisão que compete às autoridades nacionais.

“A lei eleitoral prevê que as datas das eleições são tornadas públicas através de um decreto presidencial tendo em conta os termos do mandato da atual legislatura e de outros postos eletivos.”

O Escritório da ONU na Guiné-Bissau é liderado por Modibo Touré.

Assista à entrevista na íntegra:

*Com reportagem de Amatijane Candé, da ONU News em Bissau.

 

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