Angola avança no tratamento de doença de chagas, mas desafios persistem

17 abril 2017

OMS continua parceiro até 2020 para tratar doenças tropicas negligenciadas; agência prepara mapa para  acelerar ação e atender várias pessoas afetadas ao mesmo tempo.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

Angola precisa de progressos para tratar doenças tropicais negligenciadas nos próximos anos com destaque para a oncocercose, também chamada “cegueira dos rios”.

As outras enfermidades que se apresentam são as filárias nos vasos linfáticos e a doença do sono, segundo o representante da Organização Mundial da Saúde, OMS, em Angola.

Desafios

Hernando Agudelo disse à ONU News, de Luanda, que o país tem estado a fazer a sua parte no desafio de acabar com as 10 doenças tropicais negligenciadas prioritárias em África, mas destacou desafios persistentes.

“Há a oncocercose definitivamente, a filaríase linfática, a esquistossomose e estão são endémicas.”

A partir de quarta-feira, as doenças tropicais negligenciadas serão destaque numa cimeira que decorre em Genebra sob o lema "Consolidar. Acelerar. Eliminar."

Angola regista avanços para lidar com a chamada doença de chagas.

“A tripanossomíase tem diminuído muito pelo trabalho muito permanente que se tem feito onde ocorre onde se chegou a reduzir de mais de 500 a 50 casos por ano. Esta é uma grande redução mas ainda temos a maior parte destas doenças transmitidas por vetores. Enquanto o vetor ainda estiver presente a eliminação total é difícil. Há que eliminar o vetor e as doenças dentro das populações para que não sejais transmitidas a outras pessoas.”

Tratamento

Agudelo defende que um controle mais eficaz da doença depende de um esquema que o país desenha para que se torne possível um tratamento de pessoas de uma só vez.

“Há um trabalho iniciado, desde o ano 2015, para fazer este mapeamento a nível de todas as províncias do país. Estamos a fazer o trabalho de forma faseada. É um trabalho muito grande. Teve que ser faseado para diferentes províncias e há seis delas com mapeamento, por exemplo da filariose linfática: Bié, Huíla, Huambo, Cuando Cubango, Uíje e Zaire. Há outras doenças que também estão a ser mapeadas como a oncocercose e a drancoculíase  para ver onde estão presentes e assim tomar as medidas necessárias de tratamento em massa para a prevenção a nível de localidades mais comprometidas.”

Angola beneficia da iniciativa de eliminação de doenças tropicais negligenciadas há cinco anos gerida pela OMS. A meta geral é mapear as enfermidades em vários países afetados até 2020. Os países africanos são endémicos para pelo menos duas doenças do grupo.

*Cooperação entre o Escritório da OMS em África e a ONU News.

 

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