Missão da ONU no Haiti pode ser encerrada em outubro
BR

11 abril 2017

Já são 13 anos de presença dos soldados de paz no país; chefe do Haiti fala em progressos, especialmente após entrada de novo governo; Conselho de Segurança avalia recomendação sobre mandato da missão.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

O Conselho de Segurança promoveu nesta terça-feira um debate sobre a Missão da ONU de Estabilização no Haiti, Minustah. Ainda nesta semana, o órgão deve avaliar a recomendação feita pelo secretário-geral sobre o encerramento da missão em outubro.

Se o término do mandato for aprovado, o Conselho deve criar uma pequena missão de paz para acompanhar, durante seis meses, a situação no país após a retirada da Minustah.

Mudanças

Antes de falar ao Conselho de Segurança, a chefe da missão concedeu entrevista à ONU News. Sandra Honoré lembra que os soldados de paz estão presentes no Haiti há 13 anos e ela avalia que o país está pronto para a mudança.

“Temos visto um certo progresso no país e eu acho que no que diz respeito à estabilização, temos visto um processo eleitoral que nos levou ao momento atual, aonde o parlamento haitiano está funcionando normalmente.”

Desenvolvimento

Segundo a chefe da Minustah, a ordem constitucional foi retomada no Haiti especialmente após a posse do presidente Jovenel Moïse, no dia 7 de fevereiro. Com isso, Sandra Honoré destaca que o processo de desenvolvimento socioeconômico deve acelerar no país.

“O povo do Haiti merece esse desenvolvimento e eu espero que a administração e o governo trabalhem de uma maneira que produza esses efeitos positivos no interesse do povo haitiano.”

Sandra Honoré garante que a segurança no país está estável, apesar da fragilidade. Ao Conselho de Segurança, a chefe da Minustah explicou que a Polícia Nacional Haitiana, com 14 mil integrantes, “está forte e tem capacidade de planejar e realizar operações complexas”.

Honoré acredita ser o momento de “reformular a parceria entre comunidade internacional, Nações Unidas e Haiti, com o objetivo de garantir progresso sustentável” no país.

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