Chefe da FAO prioriza resiliência para travar fome na Bacia do Lago Chade

7 abril 2017

Na Nigéria, diretor-geral da agência alertou para consequências do fracasso da próxima estação de plantio; mais de 1,1 milhão de pessoas terão ajuda para produzir no próximo semestre.

Eleutério Guevane da ONU News em Nova Iorque.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, esteve esta sexta-feira em áreas afetadas pela insegurança alimentar no nordeste da Nigéria como parte da sua visita à Bacia do Lago Chade.

Em nota, José Graziano da Silva considerou “imperativo aumentar imediatamente a ajuda humanitária às comunidades rurais ameaçadas pela fome” na região africana.

Expansão

A FAO anunciou que mais de 1,1 milhão de pessoas vão receber auxílio da agência nos próximos seis meses. A ajuda será dada em regiões onde a situação é mais grave, como parte da expansão das suas atividades.

Graziano da Silva disse que “se a próxima estação de plantio for perdida, não haverá colheitas substanciais até 2018”. A época que arranca em maio é para a FAO uma “oportunidade única” de enfrentar os níveis alarmantes de insegurança alimentar.

O representante destaca que a falha em restaurar a produção alimentar neste momento deverá “fazer piorar a fome generalizada e severa e a longa dependência da assistência externa”.

Nordeste 

Mais de 1,9 milhão de pessoas já abandonaram as suas casas e meios de subsistência devido ao conflito apenas no nordeste da Nigéria. A situação também ocorre nos vizinhos Camarões, Chade e Níger.

Em toda a região, mais de 7 milhões de pessoas correm o risco de passar fome durante o período de escassez e precisam imediatamente de assistência alimentar e de subsistência.

Graziano da Silva defende prioridade à resiliência das populações, na área onde mais de 1 milhão de repatriados e deslocados passaram a ter acesso à terra após terem sido libertas do conflito provocado pelo grupo terrorista Boko Haram.

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