Após ataques na Síria, secretário-geral pede cautela e defende solução política
BR

7 abril 2017

António Guterres acompanha situação após Estados Unidos atacarem base militar síria; chefe da ONU está muito preocupado e pede medidas do Conselho de Segurança; reunião do órgão é marcada para esta sexta-feira.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

O secretário-geral da ONU continua acompanhando a situação na Síria com bastante preocupação. Nesta sexta-feira, António Guterres declarou “abominar” o “ataque com armas químicas e a morte de tantos civis inocentes”.

Ele lembrou ser preciso julgar os responsáveis por esses crimes, de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança. Guterres também acompanha a situação após os ataques aéreos dos Estados Unidos contra uma base militar síria.

Solução Política

O chefe da ONU alerta para o risco de escalada e por isso, pede cautela e que seja evitada qualquer ação que possa piorar o sofrimento do povo sírio. Para António Guterres, os eventos desta semana reforçam a crença dele de que “não existe outra maneira de resolver o conflito, a não ser por uma solução política”.

Ele pede aos lados em conflito para “renovarem, com urgência, seus compromissos em prol de progressos nas conversações de Genebra”, encontros mediados pela ONU que buscam um cessar-fogo.

Conselho de Segurança

Segundo Guterres, “uma solução política continua sendo “essencial para progressos na luta contra o terrorismo”. Ele lembra que o Conselho de Segurança tem a responsabilidade primária pela paz internacional e pede ao órgão para se unir e exercer essa responsabilidade.

O Conselho de Segurança reúne-se sobre o assunto esta sexta-feira, em Nova Iorque. António Guterres afirma que há muito tempo, a lei internacional vem sendo ignorada na Síria e é preciso acabar com o sofrimento da população.

Crime de Guerra 

Também nesta sexta-feira, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos afirmou que se confirmado, o uso de armas químicas no conflito pode ser considerado um crime de guerra.

Zeid Al Hussein lembra que vários outros incidentes estão acontecendo por toda a Síria. Só em março, o seu escritório documentou a morte de mais de 130 civis em Raqqa e mais de 100 assassinados em Idlib.

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