Ajuda dos Estados Unidos para sírios é bem-vinda, afirma conselheiro especial
BR

6 abril 2017

Jan Egeland fez a declaração após encontro da Força-Tarefa de Acesso Humanitário em Genebra, na Suíça; apenas na capital Damasco, cerca de 400 mil sírios sofrem com falta de remédios, serviços básicos e com a destruição de hospitais.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

Uma força-tarefa humanitária para a Síria deve receber mais ajuda do governo dos Estados Unidos após o ataque em Idlib, na terça-feira. A organização Opaq, de probição de armas químicas, está apurando se este tipo de armamento foi usado na ofensiva aérea.

A declaração sobre o reforço na assistência norte-americana foi feita pelo conselheiro especial da ONU para a Síria, Jan Egeland.

Influência

Segundo ele, a decisão é bem-vinda, uma vez que os Estados Unidos presidem com a Rússia a força-tarefa.

Egeland afirmou que mais países que têm influência sobre a Síria devem parar de “reacender” a crise.

A reunião do grupo foi convocada dois dias após o ataque em Idlib, no qual há alegações sobre o uso de armas químicas. Mais de 70 pessoas morreram incluindo várias crianças.

Egeland disse ainda que o anúncio de mais envolvimento na solução, por parte do governo de Donald Trump, deve ajudar, uma vez que no ano passado, houve progresso com mais atenção de Washington sobre o tema.

Acesso

Cerca de 4,7 milhões de pessoas continuam sitiadas dentro da Síria, após mais de seis anos de guerra.

Muitas áreas estão sem acesso por causa de bloqueios de milícias da oposição.

Jan Egeland disse que há muitas partes que estão escalando a situação e poucas dispostas a reunir-se à mesa de negociações.

Somente na capital, Damasco, 400 mil pessoas não têm o suficiente para comer,  faltam ainda medicamentos e a população está sofrendo com a destruição de hospitais pelos ataques aéreos.

Ao reagir à Conferência Internacional de Doadores, realizada na quarta-feira em Genebra, com a presença do secretário-geral António Guterres, Egeland afirmou que a operação humanitária da Síria é talvez uma das mais bem financiadas do mundo. A promessa de auxílio foi de US$ 6 bilhões.

 

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