RD Congo: 5 milhões por ano correm risco de contrair cólera

6 abril 2017

De acordo com o Plano de Resposta Humanitária 2017-2019, cerca de US$ 90 milhões são necessários neste ano para ajudar 7,3 milhões de pessoas com serviços de água, higiene e saneamento.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.*

Com seus 4,7 mil quilômetros, o rio Congo percorre toda a República Democrática do Congo e representa um vetor económico importante para milhares de famílias. No entanto, também esconde o risco de doenças infeciosas transmitidas pela água, como a cólera.

A enfermidade é causa por água ou comida contaminadas e pode levar à morte se não for tratada. O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, alerta que cerca de 5 milhões de pessoas estão sob risco de contrair a cólera todos os anos na República Democrática do Congo, principalmente nas províncias do leste do país onde a doença é endêmica.

Água potável

Fora das maiores cidades, como Kinshasa e Lubumbashi, o acesso à água potável é limitado. Segundo o Ocha, um em cada dois domicílios não tem acesso ao produto e serviços ruins de saneamento e higiene estão entre os fatores que predispõem a doença.

Recursos do Fundo Humanitário do país estão a permitir que diversas organizações desempenhem ações de fornecimento de água, cuidados de saúde de emergência e promoção de higiene em pequenas comunidades.

Epidemia

Em 2016, uma epidemia de cólera foi oficialmente declarada na República Democrática do Congo. Como resposta, a Organização Mundial da Saúde, OMS, e as autoridades do país iniciaram uma campanha de vacinação em massa tendo como alvo mais de 300 mil pessoas em áreas de risco.

Agências humanitárias também ajudaram mais de 270 mil pessoas a acessarem água potável em cinco províncias atingidas pela doença.

Das mais de 28,3 mil pessoas afetadas em todo o país no surto de 2016, 771 morreram, principalmente devido à falta de tratamento, segundo o Ocha.

Tratamento

O Fundo Humanitário da República Democrática do Congo alocou mais de US$ 6 milhões para a resposta à cólera no ano passado, a possibilitar serviços médicos gratuitos de alta qualidade para mais de 5 mil pessoas e ações de prevenção a mais 900 mil em situação de risco.

O Ocha ressalta que o combate à doença no país africano exige investimentos de longo prazo em cuidados de saúde.

De acordo com o Plano de Resposta Humanitária 2017-2019 para a República Democrática do Congo, neste ano são necessários cerca de US$ 89,5 milhões para ajudar 7,3 milhões de pessoas com serviços de água, higiene e saneamento

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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