ONU limpou vastas áreas de minas terrestres nos últimos 20 anos
BR

4 abril 2017

Secretário-geral António Guterres afirmou que terras que eram perigosas e improdutivas voltaram aos seus donos ajudando a reconstruir comunidades; Unicef diz que crianças representam 20% das vítimas dos explosivos.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

No Dia Internacional para a Conscientização sobre Minas Terrestres, esta terça-feira, 4 de abril, o secretário-geral da ONU afirmou que nos últimos 20 anos, a organização e parceiros retiraram os explosivos de vastas áreas em todo o mundo.

António Guterres afirmou que no mundo atual, “os conflitos estão se multiplicando e estão interligados”.

Crianças

Para Guterres, “o mais perturbador é que as partes em conflito estão vergonhosamente tendo como alvo os civis e mostrando um desrespeito flagrante pela lei humanitária internacional”.

Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e a Campanha Internacional para Banir Minas Terrestres afirmaram que as crianças representam 20% das vítimas desses explosivos. As minas terrestres matam ou mutilam até 20 mil pessoas por ano no mundo.

Segundo o chefe da ONU, os explosivos improvisados, chamados de IED na sigla em inglês, estão matando e ferindo milhares de pessoas todos os anos. Esse material está sendo colocado em residências e escolas, aterrorizando a população local.

António Guterres declarou que as Nações Unidas fornecem assistência médica às vítimas e ensinam milhões de pessoas como viver de forma segura durante e logo após o fim de um conflito.

Medo de morrer

Além disso, a organização treina e emprega milhares de homens e mulheres em empregos de ação contra minas terrestres. Ele agradeceu ao trabalho realizado por essas pessoas e também pelo Grupo de Coordenação Interagências sobre Ação contra Minas.

Guterres afirmou que “paz sem ação contra minas terrestres é uma paz incompleta”.

O secretário-geral pediu aos Estados-membros que mantenham o assunto no topo da agenda internacional quando negociarem um acordo de paz, buscarem evitar ferimentos durante conflitos ou quando enviarem respostas humanitárias de emergência para zonas de guerra.

Para o chefe da ONU, a ação contra minas terrestres estabelece a base para uma recuperação duradoura e para o desenvolvimento. Segundo ele, “ninguém deve viver com medo de morrer depois que os conflitos acabam”.

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