Ministras esperam reunião da Cplp no Brasil para dar mais força a decisões

3 abril 2017

Angola defende que bloco tem poucas ações no ramo e defende que governantes precisam de mais autonomia para decisões sobre género; próxima conferência do grupo deve ocorrer em Brasília.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Ministras responsáveis pela área da mulher nos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, querem mais ação para promover a autonomia feminina no bloco.

A secretária de Estado da Família e Promoção da Mulher de Angola, Filomena Delgado, disse que o grupo pensa em mudar o atual cenário. Ela falou à ONU News durante a participação na CSW que terminou em 24 de março, em Nova Iorque.

Grupos

“O Brasil vai albergar, entre setembro e outubro, um encontro da Cplp que vai incluir uma reunião de mulheres. Esta questão foi abordada (na reunião de em Nova Iorque) e vamos ver se realmente conseguimos reforçar mais o papel da Cplp. Em termos de grupos regionais sentimos que a Cplp é o que tem menos ações.”

A expectativa de Angola é que a reunião do Brasil estimule várias ações conjuntas em prol da mulher e da troca de experiências sobre o papel feminino nos países-membros.

Planos

À margem da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, em Nova Iorque, as ministras falaram de experiências e parcerias para que as suas decisões tenham uma força maior. Atualmente, os planos devem ser aprovados pelo secretário executivo.

“Ao nosso nível concordamos em dar este passo, mas é um assunto que vai ser levado à cimeira que se vai realizar no Brasil. Aí esperamos ter a força necessária para convencer aos nossos chefes de Estado e seus representantes para tomar as nossas decisões, porque se ficamos sempre vinculadas aos homens vamos ter sempre problemas. É preciso respeitar as responsabilidades que as mulheres ministras e secretárias de Estado têm em relação aos seus pelouros e ao compromisso com as mulheres e as mais jovens.”

Angola liderou uma rede de mulheres que juntou empresárias e empreendedoras da Cplp.  O país pretende um maior envolvimento feminino no setor de petróleos e em áreas para garantir a diversificação económica.

O país também quer aumentar o poder aquisitivo das mulheres em áreas rurais.

 

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