Jovens podem ter papel decisivo contra a pobreza, diz diretora do Unfpa

29 março 2017

Nova funcionária do Fundo da ONU para a População, em Genebra, Mónica Ferro vê esperanças em países onde população juvenil cresce; sugestão é que esteja clara relação entre desenvolvimento e avanços em direitos humanos e igualdade.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

Mais informações e meios podem tornar a população jovem numa força de inovação e ação contra a pobreza além da estagnação económica e social.

A declaração foi feita pela representante designada do Escritório do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, em Genebra. Mónica Ferro inicia funções na próxima semana. Ela concedeu a entrevista à ONU News de Lisboa, capital de Portugal.

Dividendo

“O facto de haver no nosso planeta hoje mais de 1,8 mil milhões de jovens, a população mais jovem de sempre na história da humanidade, isto significa que os países que têm estes grandes grupos jovens têm a possibilidade de usufruir de um dividendo democrático se investirem nos jovens que são mais propensos a correr riscos, mais inovadores e mais ousados.”

A ONU prevê que, com algumas exceções, as populações dos países desenvolvidos devem encolher e envelhecer enquanto os mais pobres devem expandir-se.

As estimativas indicam que África pode ser marcada por um dos maiores crescimentos populacionais da história. A taxa média de fertilidade entre 2005 e 2010 foi de 4.9 crianças por mulher no continente.

Direitos Humanos

Para a nova diretora, o momento é de esperança para “construir dignidade para todos e salvar a humanidade” diante dos desafios sobre a população.

“Tremendo. Estamos a falar de populações que estão a duplicar no espaço de uma geração, ou mais do que duplicar, sem que o país tenha estrutura económica, social e financeira para fazer face ao desafio que isto representa. Mas  que pode ser um bónus, pode ser visto como um grande momento para alavancar o desenvolvimento social, político e económico destes países e isso tem que ser uma mensagem muito clara.”

Ferro disse que também é preciso esclarecer a dependência entre o desenvolvimento e as melhorias nos direitos humanos e na igualdade de género.

Ela sugere que para lidar com temas como população e urbanização, migrações, alterações climáticas e censos, um dos desafios é melhorar os dados sobre as populações nacionais.

*Apresentação: Denise Costa.

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