Sudão do Sul: ONU quer punição de assassinos de funcionários humanitários
BR

26 março 2017

Seis trabalhadores de uma organização não-governamental nacional sofreram uma emboscada no sábado; representante da ONU alerta para rápida deterioração da situação económica e de segurança.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas exigiram este domingo a investigação e prisão dos responsáveis pela morte de seis funcionários humanitários no Sudão do Sul.

Sem revelar detalhes, o representante especial da ONU no país, David Shearer, disse que a equipe de uma organização não-governamental nacional teria sido vítima de uma emboscada em seu próprio veículo quando passavam pela estrada Juba-Pibor, uma área controlada pelo governo.

Corpos

Os seis corpos foram encontrados ainda na estrada por membros de um outro comboio que os seguia. Em nome da ONU, Shearer condenou o que chamou de “perda de vidas espantosa e inútil”.

Em Juba, capital sul-sudanesa, o representante considerou “totalmente repreensível” o assassinato a sangue frio e elogiou a dedicação dos trabalhadores humanitários para aliviar o sofrimento contínuo do povo do Sudão do Sul.

Após enviar condolências à família e aos conhecidos das vítimas, ele declarou que com este ataque eleva para 80 o total de trabalhadores humanitários mortos em território sul-sudanês desde 2013.

Perigos

O também chefe da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, destaca que o recente episódio é uma indicação de que o país é “um dos lugares mais perigosos do mundo” para ser trabalhador humanitário.

A nota revela que nos últimos dois meses tem havido um aumento acentuado de ataques aos trabalhadores humanitários e às suas instalações, no que reflete “uma rápida deterioração da situação económica e de segurança do país”.

Shearer insta ao governo  do Sudão do Sul a investigar e prender os infratores, que não se devem deixar impunes. O enviado disse ainda que nos dois lados do conflito “há jovens armados sem treinamento e capazes de agir com impunidade”.

A nota termina com um pedido de cessar-fogo “imediato e completo” e para a retomada das negociações de paz. De contrário, Shearer sublinha que as fraturas do país podem levar a uma violência ainda mais descontrolada.

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