Cabo Verde e ONU adotam novo plano para acelerar avanços em 2017

27 março 2017

Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades elogia trabalho de António Guterres; coordenadora residente da ONU  fala de áreas de apoio aos mais desfavorecidos no arquipélago.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Cabo Verde e as Nações Unidas reafirmaram a aposta de continuar com ações para combater a pobreza no arquipélago.

Falando da Cidade da Praia para a ONU News, o ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares, considerou o modelo de cooperação “muito importante” para o sucesso de metas globais.

Prioridades

O governante mencionou como exemplo mais recente o mecanismo conjunto adotado pelas as duas partes para garantir que o arquipélago responda às suas prioridades em 2017.

“Nós acabamos de assinar um documento muito importante, o Undaf para 2017, Undaf esse vem na sequência do anterior, de 2012 e 2016, no valor de mais de US$ 90 milhões. O que nós acabamos de assinar hoje é de US$ 16,6 milhões.Queria aproveitar esta oportunidade que estou a falar com o sistema das Nações Unidas para agradecer ao secretário-geral e a toda a sua equipa pelo extraordinário trabalho que têm vindo a fazer em Cabo Verde.”

Uma parte das ações da nova parceria assinada este mês pelas duas partes vem destacada no Plano de Trabalho Anual ONE UN.

População

A coordenadora residente da ONU no país, Ulrika Richardson, explicou como a organização tem priorizado atividades das autoridades para favorecer o bem-estar dos cabo-verdianos.

“Reforçar políticas para um desenvolvimento mais inclusivo. Quer dizer que estamos a trabalhar com políticas de igualdade inclusiva, acesso à saúde de qualidade, nutrição de qualidade, igualdade de género e proteção de crianças. Estamos a trabalhar em prol de um ambiente e segurança mais saudáveis para a população, como o ambiente urbano por exemplo.”

A representante disse não haver um grande número de pessoas que vivem na pobreza extrema no arquipélago, mas que ainda assim é preciso apoiar a “pequena margem da população” mais desfavorecida.

Os próximos passos são criar uma estratégia e um plano de cooperação para promover avanços no arquipélago, de acordo com a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

*Com reportagem da ONU Cabo Verde.

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