“Somália vive momento de tragédia e esperança”
BR

23 março 2017

Enviado da ONU volta a pedir apoio do mundo no Conselho de Segurança;  novo presidente somali participou na sessão via vídeoconferência; chefe da Missão da União Africana avançou propostas para conter terrorismo.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O enviado das Nações Unidas na Somália disse esta quinta-feira ao Conselho de Segurança que o país vive “um momento de tragédia e esperança”.

Para Michael Keating a situação é trágica pela crise humanitária devido à seca com o risco de fome iminente. Mas destacou que a fase é de esperança pelo recente processo eleitoral que impulsiona “um novo compromisso político entre os somalis.”

Mulheres no governo

Para o representante do secretário-geral, o outro passo importante dado pela Somália foi o anúncio há dois dias do novo governo que inclui seis mulheres.

O presidente Mohamed Abdullahi Mohamed participou na reunião via vídeoconferência e mencionou que cidadãos do país são mobilizados a prestar auxílio humanitário.

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Comunidade humanitária precisa de US$ 825 milhões para alcançar 5,5 milhões de afetados pela insegurança alimentar . Foto: ONU News/Laura Gelbert

AuxílioSegundo o líder somali, o governo lançou o alarme, a nível internacional e nacional, para a recolha de fundos da diáspora e da comunidade empresarial para fazer chegar auxílio urgente aos milhões de afetados pela seca.

As Nações Unidas destacaram um aumento da resposta humanitária, que agora inclui o setor privado. O resultado são mais pessoas com acesso a alimentos, apoio nutricional, serviços de saúde e acesso a água potável.

A comunidade humanitária precisa de US$ 825 milhões para alcançar 5,5 milhões de afetados pela insegurança alimentar até junho.

Estratégia

Para as Nações Unidas o outro desafio são as milícias al-Shabaab que precisam de uma atuação em várias frentes dentro de uma estratégia liderada pelo governo somali.

Falando na sessão, o representante especial da União Africana na Somália disse que a força conjunta da entidade com a ONU precisa de mais  recursos.

Milícias

Para Francisco Madeira travar o al-Shabab requer construir quartéis para soldados que foram certificados e que estão a par do programa da ONU que apoia forças de segurança.

Ele defendeu que estes devem ser selecionados, equipados, treinados, remunerados, motivados e que tenham um comando para enfrentar as milícias de uma forma mais eficaz.

Keating fez um apelo  para várias instituições e regiões autónomas alcancem um acordo político sobre a segurança que envolva o exército e a polícia.

 

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