Comissão de banda larga pede parcerias para conectar pessoas sem acesso
BR

19 março 2017

De acordo com grupo, cerca de 5 bilhões de pessoas atualmente não têm acesso à tecnologia móvel; Comissão da ONU sobre Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável reuniu-se em Hong Kong.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Novas parcerias público-privadas são essenciais para que a banda larga chegue a todos e ajude a acelerar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A avaliação é de integrantes da comissão das Nações Unidas sobre o tema. Durante reunião do grupo em Hong Kong na sexta-feira, o presidente de Ruanda, Paul Kagame, afirmou que a tecnologia de comunicação e informação e a banda larga estão "conectando tudo e todos para o melhoramento de economias e sociedades".

Desenvolvimento Sustentável

Kagame é co-líder da Comissão da ONU sobre Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável. O grupo foi criado em 2010 pela União Internacional das Telecomunicações, UIT, e pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

O objetivo era aumentar a importância da banda larga na agenda internacional e expandir o acesso em todos países. Após a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em 2015, a comissão foi relançada para mostrar e documentar o poder das tecnologias de informação e comunicação e de banda larga para o desenvolvimento sustentável.

Falta de acesso

De acordo com o grupo, cerca de 5 bilhões de pessoas atualmente não têm acesso à banda larga móvel. Isto significa que o acesso a serviços e aplicativos digitais não está disponível para grande parte da população mundial, o que atrasaria o progresso do desenvolvimento sustentável.

A chefe da Unesco, Irina Bokova, ressaltou ser preciso garantir que a "revolução digital seja uma revolução pelos direitos humanos".

Segundo um comunicado, na reunião do grupo foi discutida a necessidade de um novo acordo com todos os envolvidos com compromisso para trabalhar em ações concretas que conectem as pessoas sem acesso, especialmente para apoiar os países menos desenvolvidos.

Também foi colocada ênfase em áreas rurais e remotas, que representam um grande desafio.

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