Chefe de assistência humanitária lembra milhões de vítimas do conflito sírio
BR

15 março 2017

Stephen O’Brien divulgou mensagem de vídeo para lembrar que seis anos após início dos confrontos, 6,3 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas; ele afirma que a situação é tão grave que mesmo que um acordo seja firmado amanhã, milhões de sírios precisariam de ajuda por vários meses e anos.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque. *

Em mensagem de video para marcar seis anos do conflito na Síria, o coordenador de assistência humanitária das Nações Unidas afirmou esperar que 2017 traga o fim dos confrontos no país árabe.

O Escritório de Assistência Humanitária da ONU, Ocha, é chefiado por Stephen O’Brien.

Mulheres e crianças

Segundo ele, a forma como os civis sírios estão sendo afetados pela guerra desde 2011 é “indescupável”. (Assista ao vídeo em inglês)

Na mensagem, o chefe do Ocha lembrou ainda que a maioria dos 5 milhões de pessoas que tiveram que fugir de uma violência grotesca são mulheres e crianças, que agora vivem como refugiados. Outros 6 milhões de sírios tornaram-se deslocados internos.

Para O’Brien, mesmo que um acordo político para acabar com o conflito seja alcançado amanhã, milhões de sírios continuariam precisando de assistência por meses e até mesmo anos.

Combates

Centenas de milhares de pessoas perderam a vida desde o início dos combates entre simpatizantes do presidente Bashar al Assad e opositores do regime.

Antes da divulgação do vídeo, o alto comissário da ONU para direitos humanos, Zeid Al Hussein, havia afirmado que a crise síria é o “pior desastre produzido pela mão do homem” desde a Segunda Guerra Mundial.

Uma outra agência da ONU, a Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que o acesso dos sírios a serviços de saúde e atendimento tem piorado, seriamente, desde o início da guerra.

Mais da metade dos hospitais públicos e postos de atendimento na Síria foram fechados ou estão apenas funcionando parcialmente. Quase dois terços dos agentes de saúde tiveram que fugir da violência. E aqueles postos que permanecem aberto tem problemas com fornecimento de água, eletricidade e suprimentos médicos.

*Apresentação: Laura Gelbert.