ONU e parceiros preocupados com a situação da Guiné-Bissau

15 março 2017

Tensões políticas chamaram a atenção também da União Africana, da Cedeao, da Cplp e da União Europeia; o grupo é conhecido como P5.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.*

Uma declaração conjunta de cinco organizações internacionais incluindo as Nações Unidas demonstra preocupação com a crise política na Guiné-Bissau.

O documento, divulgado nesta quarta-feira, foi firmado por ONU, União Africana, Cedeao, Cplp e pela União Europeia. O grupo é conhecido com o P5.

“Exemplos inquietantes”

As cinco organizações afirmam estar preocupadas com a evolução política do país de língua portuguesa, no este da África.

De acordo com a declaração, “o clima político na Guiné-Bissau é cada vez mais caracterizado por um aumento das tensões polítcias e sociais, bem como uma escalada verbal, por meios interpostos, pelos actores políticos, num contexto de acusações e contra-acusações mútuas”.

O documento cita ainda protestos de ruas entre 9 e 11 de março organizados por forças políticas opostas. As organizações mencionaram ainda declarações de atores políticos importantes tanto da Assembleia Nacional Popular como do Governo, que segundo as cinco entidades seriam “exemplos inquietantes”.

Forma pacífica

As organizações internacionais pedem aos atores políticos do país que coloquem os “melhores interesses da nação no centro de suas acções.”

A declaração também pede a contenção e moderação e a expressão de opiniões e desacordos de forma pacífica e baseada na lei.

Em outubro passado, a Guiné-Bissau firmou o Acordo de Conacri com vista a resolver a crise.

As organizações também convidaram o presidente da Guiné-Bissau, José Mario Vaz, como garante das instituições do país e da Constituição a assegurar que as diferenças possam ser resolvidas por meio do diálogo, de canais legais e do espírito de consenso.

O convite também foi feito ao presidente do Parlamento e outros líderes políticos a evitarem o agravamento da tensão.

A declaração lembrou ainda que o Conselho de Segurança da ONU, o Consleho de Paz e Segurança da União Africana e os demais atores consideram o Acordo de Conacri o melhor meio diplomático para resolver a crise.

*Apresentação Denise Costa com informações do Uniogbis, Bissau.

 

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