Mulheres são um quarto de equipa do projeto do primeiro satélite angolano

14 março 2017

Projeto Angosat está orçado em cerca de US$ 327 milhões; lançamento está previsto para este ano; Ministra da Ciência e Tecnologia de Angola vai falar de iniciativa de cabo de fibra ótica com o Brasil.

Eleutério Guevane, da ONU em Nova Iorque.

Mulheres são um quarto dos integrantes do projeto de lançamento do primeiro satélite de Angola, a ser realizado em 2017.

A informação foi dada à ONU News, em Nova Iorque, pela Ministra da Ciência e Tecnologia do país.  Maria Cândida Pereira Teixeira disse que o grupo foi formado na Rússia, país parceiro do Projeto do Angosat. O valor da inciciativa é de cerca US$ 327 milhões.

Doutores e mestres

“Nós vamos melhorar de forma sustentável as telecomunicações no país. A internet será melhorada e vamos baixar consideravelmente os preços. (O Angosat) vai fazer com que se massifique mais as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) no país. Nós estamos a construir o nosso primeiro satélite com apoio da Rússia. Já formamos pessoal desde 2007, se não estou em erro, são jovens com graduação e pós-graduação. Temos três doutores e mestrados que vão trabalhar nesta área.”

A governante angolana vai destacar os dois projetos nas suas internações durante a 61ª sessão da Comissão sobre o Estatuto das Mulheres, que decorre na sede da ONU.

Ciência e tecnologia

Teixeira sublinhou que Angola também implementa programas do governo para estimular mulheres a seguir carreiras de ciência e tecnologia em várias regiões.

O país também desenvolve um projeto de cabo de fibra ótica que ligará a capital Luanda à cidade brasileira de Fortaleza. A iniciativa de  US$ 300 milhões tem a coparticipação de empresas privadas.

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