Em meio ao estado de fome, agências correm para ajudar Sudão do Sul

10 março 2017

Ocha anuncia que 338 mil pessoas receberam assistência em quatro áreas do país; outros 100 mil civis estão a enfrentar a fome em Leer e Mayendit; equipas entregam comida, suplementos de nutrição e água.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, anunciou esta sexta-feira que mais de 338 mil pessoas no Sudão do Sul receberam assistência desde que o estado de fome foi declarado em Leer e Mayendit, a 20 de fevereiro.

Nos dois estados, cerca de 100 mil civis estão a passar fome, enquanto as pessoas nas regiões vizinhas de Koch e Panyijiar estão a correr alto risco de não ter o que comer.

Confrontos

Segundo o Ocha, as organizações humanitárias no Sudão do Sul estão a enviar equipas de resposta rápida para as áreas mais atingidas pelo problema da fome. Foi ampliada a entrega de alimentos, suplementos nutricionais, água e de serviços de saúde, saneamento e higiene.

Além das áreas onde o estado da fome já foi declarado, um adicional de 1 milhão de pessoas estão em risco de passar fome em todo o país. Recentemente, 28 trabalhadores humanitários foram aconselhados a sair da cidade de Mayendit devido à insegurança.

O Ocha explica que foram feitas muitas negociações para que os trabalhadores pudessem voltar à cidade. Mas os confrontos retornaram a 1 de março e com isso, as equipas humanitárias não chegaram a voltar ao local.

O Plano de Resposta Humanitária da ONU para o Sudão do Sul em 2017 exige US$ 1,6 mil milhões para as operações de ajuda no país. Mas até o momento, foram financiados apenas 9,3%.

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