Região das Américas adota plano inédito para redução do risco de desastres
BR

10 março 2017

Decisão foi tomada durante Conferência da ONU em Montreal, no Canadá, que contou com a participação de representantes de 50 países e territórios; é a primeira ação conjunta da região sobre o tema.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

Os representantes de 50 países e territórios que participaram da 5ª Conferência Regional da ONU em Montreal, no Canadá, adotaram o primeiro plano conjunto sobre Redução de Risco de Desastre para o continente americano.

O documento marca o encerramento do encontro de três dias que reuniu cerca de mil delegações de governos e autoridades, organizações não-governamentais, ONGs, sociedade civil, entre outros.

Brasil

O diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Cemaden, Osvaldo Moraes, afirmou que o Brasil é um parceiro estratégico da ONU para a redução dos riscos de desastres naturais.

Moraes acha que uma das grandes contribuições da conferência é o plano de ação para as Américas, da qual o Brasil foi um parceiro estratégico.

Em entrevista à ONU News, de Montreal, ele falou também sobre o plano brasileiro criado depois do desastre natural na região serrana do Rio de Janeiro quando mais de mil pessoas morreram.

“O Brasil, em 2012, lançou um plano nacional de gestão de risco que tem quatro pilares: um deles é o conhecimento de risco, o outro é o de monitoramento, o outro é de recuperação e o outro é de resiliência. A cada quatro anos há um ‘update’ (atualização) deste plano e ele envolve um recurso da ordem de dois a três bilhões de dólares por ano.”

Moraes disse que o Brasil tem uma grande população vivendo em áreas de risco e que são extremamente vulneráveis. Segundo ele, essas são as populações mais carentes da sociedade brasileira.

Sendai

A conferência teve o apoio do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastre com o objetivo de implementar os princípios e as prioridades acordadas por mais de 180 países na Plataforma de Sendai.

Segundo a agência da ONU, o número de mortes causadas por desastres naturais tem caído gradativamente no mundo mas os impactos econômicos seguiram o caminho oposto e chegam a US$ 500 bilhões por ano.

Somente o furacão Matthew, que atingiu o Caribe, os Estados Unidos e o Canadá em 2015, provocou danos de US$ 15 bilhões.

O Plano de Ação adotado em Montreal determina 16 medidas em quatro áreas específicas e agora segue para a Plataforma Global sobre Redução do Risco de Desastre que vai acontecer em maio, em Cancún, no México.

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