Guerra na Síria entra no 7° ano e Acnur vê país “em encruzilhada”
BR

9 março 2017

Agência da ONU para Refugiados pede à comunidade internacional para redobrar esforços e ajudar a minimizar o intenso sofrimento dos civis; seis anos de conflito deixaram 13,5 milhões de pessoas necessitadas.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

O alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, declarou que a “Síria está numa encruzilhada”. A guerra no país está entrando no sétimo ano e o representante pede “medidas drásticas para fortalecer a paz e a segurança na Síria”, antes que a situação piore.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, encoraja a comunidade internacional a redobrar o apoio para amenizar o intenso sofrimento de “milhões de civis inocentes”.

Vítimas

Na Síria, 13,5 milhões de pessoas precisam receber ajuda humanitária, sendo que 6,3 milhões são deslocados internos. O Acnur lembra de milhares de sírios que fizeram viagens arriscadas no mar em busca de segurança.

Segundo a agência, quase 3 milhões de crianças sírias cresceram sem saber como é viver num local sem conflito, já que quando nasceram, o país já estava em guerra.

O alto comissário Filippo Grandi lembra que o “conflito na Síria não é sobre números, é sobre pessoas”, uma vez que “famílias foram arrasadas, inocentes foram mortos e casas, empresas e meios de subsistência foram destruídos”.

Financiamento

Para Grandi, a situação é um exemplo de “um fracasso coletivo”. No início de abril, haverá em Bruxelas, na Bélgica, uma conferência internacional sobre financiamento para ajuda humanitária na Síria.

A ONU precisa de US$ 8 bilhões neste ano para atender as necessidades dos civis que estão no país e também das famílias que estão refugiadas em nações vizinhas.

O Acnur confirma que vai continuar prestando assistência e proteção às vítimas do conflito. No ano passado, 1 milhão de sírios receberam ajuda durante o inverno e ao longo do ano, mais de 4 milhões foram beneficiados com comida, remédios, roupas e utensílios.

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