ONU elogia modelo da África Ocidental para prevenção de crises

7 março 2017

Chefe dos Assuntos Políticos destaca papel de líderes regionais nas situações do Burquina Faso e da Gâmbia; organização reafirma que pode contribuir com melhores práticas, objetividade e imparcialidade para evitar tensões.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O subsecretário-geral para os Assuntos Políticos considera a África Ocidental “um modelo da forma como as Nações Unidas poderiam trabalhar para prevenir crises” africanas. Jeffrey Feltman visitou recentemente a região.

Falando a jornalistas em Nova Iorque, o representante disse que não pensa que a ONU tenha que impor soluções aos países a partir de fora. Para ele, é preciso aproveitar o impulso criado pelas prioridades, as políticas de governos locais e ter parceiros sub-regionais que tenham influência e credibilidade nesses países.

Burquina Faso e Gâmbia

Feltman declarou que os líderes da região destacaram-se na transição ocorrida há 14 meses em Burquina Fasso e mais recentemente na Gâmbia.

Em 2015, o governo interino burquinabe liderado pelo presidente Michel Kafando sofreu um golpe de guardas militares que o libertaram um dia após ter sido preso.

A diplomacia internacional atuou no momento de tensão causada pela recusa do antigo líder Yahya Jammeh de ceder o poder na Gâmbia, depois de perder as eleições a favor do presidente Adama Barrow.

Melhores práticas

Feltman disse que a presidente da Cedeao, a liberiana Helen Sirleaf Johnson, pode falar com os chefes de Estado locais como “seus pares”. Ele destacou que a ONU pode atuar depois com ferramentas como melhores práticas, objetividade e imparcialidade em situações de prevenção de conflitos.

Feltman disse que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao promove a cooperação sub-regional e trabalha com a União Africana e a ONU para impulsionar várias políticas.

Para o representante, a ação de chefes de Estado e da comissão do bloco regional provou que pode proporcionar “liderança real com impacto” nos parceiros e na população tornando as Nações Unidas eficazes na prevenção.

*Apresentação: Denise Costa.

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