Nova vice-secretária-geral quer mudar “narrativa alarmante” do mundo
BR

28 fevereiro 2017

Em seu primeiro discurso ao assumir o posto, Amina Mohammed cita desemprego, desigualdade entre homens e mulheres e medo que orienta discurso político; para ela, o plano ideal é a implementação da Agenda 2030.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

A nova vice-secretária-geral das Nações Unidas tomou posse esta terça-feira, na sede da organização em Nova Iorque. Ex-ministra do Meio Ambiente da Nigéria, Amina Mohammed explicou que o foco do seu trabalho será ajudar o secretário-geral a reposicionar o desenvolvimento sustentável no coração da ONU.

Para ela, alcançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável não é opção, mas algo imperativo para um futuro mais seguro e próspero para todos. Amina Mohammed lembrou que muitas pessoas no mundo foram esquecidas e que os benefícios da globalização não foram distribuídos de forma igualitária.

Riqueza

A vice-chefe da ONU destacou que “metade da riqueza do planeta é controlada por um grupo de homens ricos”. Mohammed também mencionou 200 milhões de pessoas desempregadas, falou sobre a discriminação de gênero que limita as oportunidades para mulheres e do aumento da ansiedade devido à mudança climática.

Outro problema, segundo ela, é “o medo e a desconfiança que orientam cada vez mais o discurso político”. Amina Mohammed afirmou que “esta narrativa alarmante precisa ser mudada agora” e lembrou que existe um plano ambicioso para isso: os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável .

Mudança

A vice-secretária-geral explicou que a Agenda 2030 pede uma “reinvenção” para melhor atender aos Estados-membros da ONU. Mohammed destacou que existe uma “responsabilidade conjunta para fazer uma mudança transformadora”.

Ela lembrou que no mundo todo, “as pessoas enxergam a ONU como símbolo da paz, da esperança e fornecedora de necessidades essenciais”. Mohammed disse que esta é “uma chance única em uma geração para se construir um futuro melhor para toda a humanidade”.

Para isso, será necessário repensar a parte financeira e operacional e criar incentivos para a colaboração. Segundo Amina Mohammed, as soluções do passado não serão suficientes para os desafios do futuro.

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