Na ONU, Brasil defende língua portuguesa e direitos de afrodescendentes
BR

27 fevereiro 2017

Ministra dos direitos humanos, Luislinda Dias de Valois Santos, disse ainda que o país “está de volta” durante abertura da 34ª. sessão regular do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

O Brasil escolheu abrir um discurso no Conselho de Direitos Humanos, nesta segunda-feira, defendendo a língua portuguesa.

A declaração foi a pimeira linha de uma apresentação de cerca de 12 minutos da ministra de Direitos Humanos, Luislinda Dias de Valois Santos, na ONU, em Genebra.

Língua universal

"Inicialmente, cuidemos e mantenhamos a língua portuguesa. Ela também é universal. É o que eu lhes peço."

A chefe da pasta de Direitos Humanos discursou na 34ª. sessão regular do Conselho de Direitos Humanos, que vai até este 24 de março.  Segundo a ministra, o “Brasil está de volta” e tem robustez nas suas instituições.  A ministra Luislinda Dias comentou ainda o combate à corrupção feito pelo Brasil e afirmou que o país está enfrentando o desemprego e a crise no sistema prisional.

Pior recessão

“Temos enfrentado, de forma diligente, consciente, a crise no sistema prisional, a criminalidade e a violência urbana, o desemprego aviltante e a pior recessão de que se tem memória. Estamos recolocando o Brasil nos trilhos.”

A ministra pediu aos 47 membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU que avancem com uma Declaração dos Direitos dos Afrodescendentes.

“Não vislumbramos um futuro para a globalização sem a liberdade de não ser discriminado por sua origem (...) ou por preconceito de qualquer outra natureza.

Por isso, temos defendido que se inicie, o quanto antes, as negociações para a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Afrodescendentes.”

De acordo com a ministra brasileira dos direitos humanos, deve haver ainda liberdade de religião, de credos e convicções.

Luislinda Dias de Valois Santos encerrou o discurso desta segunda-feira na ONU citando o presidente do Brasil, Michel Temer, na Assembleia Geral da organização, em setembro, quando ele defendeu a educação de todos em matérias de direitos humanos para “promover um ambiente de respeito e dignidade”.

A ministra brasileira ainda lembrou dos direitos de crianças, povos indígenas, negros e das pessoas com deficiência.

Assista ao vídeo do discurso e ouça o arquivo áudio na íntegra.

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2017/02/video-discurso-do-b...

Leia mais sobre a abertura da 34ª. sessão:

Chefe da ONU alerta que desrespeito pelos direitos humanos é uma doença.

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2017/02/guterres-alerta-que-desrerspeito-pelos-direitos-humanos-e-uma-doenca/#.WLRLRG8rJpg

 

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