Fórum global debate cidades seguras para mulheres e meninas
BR

23 fevereiro 2017

Evento vai até sábado e reúne mais de 200 especialistas urbanos e líderes de comunidades na Cidade do México; programa da ONU Mulheres inclui mais de 20 cidades mundiais, incluindo Nova Iorque, Bruxelas e Maputo.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O Fórum Global da ONU Mulheres na cidade do México debate até sábado como transformar cidades mais seguras para mulheres e meninas.

O encontro reúne mais de 200 especialistas urbanos e líderes de comunidades que vão compartilhar experiências, métodos e práticas adotadas para criar áreas públicas seguras e empoderar mulheres.

Prefeitos

A vice-diretora-executiva da agência da ONU Lakshmi Puri vai participar da cerimônia de encerramento, no dia 25, e também comandará a reunião global de prefeitos sobre igualdade de gêneros.

Mais de 20 prefeitos de cidades espalhadas por todo o mundo devem participar do evento e vão apresentar suas promessas para alcançar os objetivos do fórum.

Fazer com que as cidades se tornem mais seguras, empoderar as mulheres e buscar a igualdade de gênero são parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, adotados pelos países em 2015.

O programa da ONU Mulheres envolve mais de 20 cidades mundiais, entre elas a própria Cidade do México, Nova Iorque, Bruxelas e Maputo, capital de Moçambique.

Prevenção e resposta

A iniciativa da agência é a primeira a desenvolver, implementar e avaliar políticas e abordagens sobre a prevenção e resposta ao assédio sexual e outras formas de violência a mulheres.

Segundo uma pesquisa mexicana, 50% das mulheres da Cidade do México sofreram algum tipo de violência em suas vidas, bem mais do que o índice do país, que é de 32%.

Em Londres, por exemplo, um estudo realizado em 2012 mostrou que 43% das jovens sofreram alguma forma de assédio nas ruas no ano anterior.

Em Port Moresby, capital de Papua Nova Guiné, 90% das mulheres e meninas que usam transportes públicos sofreram algum tipo de violência sexual.

Em Kigali, capital de Ruanda, mais da metade das mulheres tem medo de ir a escola à noite.

 

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