ONU marca 10 anos de tratado para combater desaparecimento forçado
BR

17 fevereiro 2017

Convenção Internacional é integrada por 56 países; alto comissário para direitos humanos alertou para “padrões novos e alarmantes” que estão surgindo no contexto de migração, conflitos internos e extremismo violento.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Peter Thomson, organizou um evento nesta sexta-feira para marcar os 10 anos da adoção da Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas de Desaparecimento Forçado.

Segundo Thomson, a data é um “marco para a comunidade internacional em sua luta para livrar o mundo de um dos crimes mais dolorosos contra a humanidade”.

Agenda 2030

O presidente do Assembleia Geral defendeu que a comunidade internacional comece a ver a Convenção como um “importante elemento na realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Ele destacou especialmente o ODS 16 que promove o estado de Direito, o acesso à justiça para todos, o fim da impunidade e a proteção dos direitos humanos.

Peter Thomson elogiou os 56 países que se tornaram parte da Convenção e encorajou todos os que ainda não o fizeram, que considerem assinar e ratificar o documento.

América Latina

O secretário-geral da ONU, António Guterres, mandou uma mensagem ao encontro que foi lida por sua chefe de gabinete, a brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Falando em inglês, Viotti disse que “embora a Convenção tenha suas raízes nas horríveis práticas de ditaduras latinoamericanas nos anos de 1970 e 80, infelizmente, ela permanece relevante atualmente”.

Ela afirmou que o desaparecimento forçado é uma violação dos direitos humanos e da lei internacional.

Extremismo

A chefe de gabinete do secretário-geral disse ainda que em muitos países opositores políticos são sequestrados e detidos à força com o envolvimento direto ou indireto do Estado e citou ainda ações de grupos não-estatais.

Já o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, fez um alerta, em uma mensagem de vídeo, sobre “padrões novos e alarmantes” que estão surgindo no contexto de migração, conflitos internos e extremismo violento.

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