Especialistas querem saber paradeiro de sul-sudaneses desaparecidos

20 fevereiro 2017

Grupo da ONU pede ao Quénia e ao Sudão do Sul para revelarem onde estão dois ativistas de direitos humanos; há relatos de que foram sequestrados em Nairobi no mês passado.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Um grupo de especialistas da ONU em desaparecimentos forçados pede aos governos do Quénia e do Sudão do Sul para revelarem o paradeiro de sul-sudaneses sequestrados no mês passado.

Dong Samuel Luak, um ativista de direitos humanos refugiado no Quénia, e Aggrey Idri Ezibon, presidente do Comité de Assuntos Humanitários do Movimento de Libertação do Povo do Sudão, Splm, estavam em Nairobi.

Investigação

Há relatos de que o sequestro teve o envolvimento de autoridades de segurança tanto do Quénia quanto do Sudão do Sul. Samuel Luak ia apanhar um autocarro quando desapareceu no dia 23 de janeiro. Já Idri Ezibon foi visto pela última vez num bairro de Nairobi na manhã seguinte.

Os especialistas da ONU notam que a recente detenção de um suspeito de estar envolvido no caso são passos na direção certa. Mas destacam ser preciso garantir investigações confiáveis, que incluem o possível papel dos agentes de segurança quenianos.

Proteção

O grupo lembra que desaparecimentos forçados são crime hediondo e ferem a dignidade humana. Os especialistas pedem ao Quénia e ao Sudão do Sul para garantir a segurança e a proteção dos dois homens e também para que protejam qualquer testemunha que tenha informações sobre os desaparecidos.

O Grupo de Trabalho da ONU sobre Desaparecimentos Involuntários ou Forçados é formado por cinco especialistas independentes dos seguintes países: Marrocos, Canadá, Coreia do Sul, Argentina e Lituânia.

Este grupo foi estabelecido pelas Nações Unidas em 1980, para ajudar famílias de pessoas desaparecidas. Os especialistas não são funcionários da ONU, trabalham de forma independente de qualquer governo ou organização e não recebem salário.

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