Mais de 26% das crianças do Mali não crescem de forma adequada

9 fevereiro 2017

Má nutrição impede desenvolvimento dos menores; estudo faz parte da série o Custo da Fome em África, do Programa Mundial de Alimentação; ministro maliano reconhece que a fraca nutrição é moralmente inaceitável.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Um estudo considerado “inovador” pelo Programa Mundial de Alimentação, PMA, mostra o grave impacto da má nutrição nas crianças e na economia do Mali.

Este é o último estudo da série conhecida como o “Custo da Fome em África”, uma pesquisa que examina  os efeitos da má nutrição na saúde, na educação e na produtividade de nações africanas. Segundo o PMA, a análise está a ser feita graças ao apoio do governo do Canadá.

Nanismo

De acordo com os resultados do estudo sobre Mali, 26,2% das crianças menores de cinco anos de idade no país sofrem de nanismo ou têm problemas de crescimento, um resultado da falta de nutrientes durante os primeiros anos de vida.

Em África, os países chegam a perder entre 1,9% e 16% de seu Produto Interno Bruto, PIB, todos os anos devido aos impactos causados pela má nutrição.

Economia

O ministro maliano da Economia e Finanças reconhece que a má nutrição “mata e mata muito”. Boubou Cissé lembra que os que sobrevivem acabam por lidar com os efeitos para o resto da vida.

O governante reconhece que a desnutrição é “moralmente inaceitável” e afirma que o que está em jogo é também a “sobrevivência económica do país”, já que muito dinheiro do orçamento nacional é usado para lidar com os efeitos da má nutrição, ao invés de ser utilizado para salários, construção de rodovias e investimentos públicos.

O Mali é o 16º país africano a participar do estudo. Entre as outras nações que já foram avaliadas estão Burquina Fasso, Chade, Etiópia, Gana, Malaui e Uganda.

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