Ucrânia: milhares de crianças fora das escolas devido a aumento nos combates
BR

7 fevereiro 2017

Unicef e parceiros pedem a todos os lados do conflito compromisso ao cessar-fogo assinado em 2015; crise educacional em curso já afeta mais de 600 mil menores no leste da Ucrânia.

Laura Gelbert, da ONU News em Nova Iorque.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e seus parceiros condenaram fortemente o bombardeio indiscriminado de escolas no leste da Ucrânia.

As instituições pediram a todos os lados que imediatamente se comprometam de novo ao cessar-fogo assinado na cidade de Minsk em agosto de 2015. Milhares de crianças estão fora da escola na região devido ao aumento dos combates na última semana.

Inaceitável

Para a representante do Unicef na Ucrânia, Giovanna Barberis, o bombardeio de escolas é “inaceitável e deve ser interrompido”. Ela alertou para o sofrimento das crianças no leste do país e defendeu ser necessário garantir que elas tenham “espaços seguros onde possam buscar consolo e apoio”.

Pelo menos cinco escolas e dois jardins de infânica foram danificados por fortes combates. Outras 11 escolas tiveram de ser fechadas, de acordo com organizações humanitárias que apoiam a reposta emergencial à educação na Ucrânia.

Medo

Mais de 2,6 mil crianças de 13 escolas em áreas controladas pelo governo no leste do país foram afetadas pelo aumento nos combates, assim como outras centenas em locais não controlados pelo governo.

Na cidade de Avdiika, sete escolas e creches continuam fechadas com quase 1,4 mil crianças sem estudar. Famílias no local e outras aldeias na área estão com receio de mandar seus filhos às escolas que permanecem abertas por conta dos fortes combates e medo de explosivos não detonados nas ruas.

Crise

O último fechamento de escolas piorou a crise educacional em curso que já está afetando mais de 600 mil crianças no leste da Ucrânia.

Depois de quase três anos de conflito, mais de 740 escolas, uma em cada cinco, foram danificadas ou destruídas deixando meninos e meninas sem aula por muitos meses.

Em nota conjunta, o Unicef e a ONG Save the Children fizeram um apelo a todas as partes no conflito que respeitem a lei humanitária internacional e garantam que escolas e outra infraestruturas civis nunca sejam atacadas ou colocadas na linha de fogo.

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