ONU teme nova onda de deslocamento em Mossul e Hawiga, no Iraque
BR

3 fevereiro 2017

A agência das Nações Unidas para Refugiados e parceiros estão coordenando plano de resposta por causa da escalada da violência na região; forças iraquianas tentam retomar o oeste de Mossul controlado pelo Isil.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

A ONU e seus parceiros estão preparando planos de resposta para ajudar no caso de uma nova onda de deslocamento de civis em Mossul e Hawiga, no Iraque.

Em Genebra, o porta-voz da agência das Nações Unidas para Refugiados, Matthew Saltmarsh, disse esta sexta-feira que “cerca de 250 mil iraquianos podem ter de abandonar suas casas em antecipação à escalada dos conflitos no oeste de Mossul, uma área densamente povoada”.

Batalha

Segundo o Acnur, a região “é o último campo de batalha que as forças militares iraquianas estão tentando retomar do controle do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil”.

As operações para expulsar os extremistas começaram em outubro do ano passado na parte leste de Mossul, que agora está sob o poder do governo.

O porta-voz explicou que o Acnur tem sete acampamentos em funcionamento na região e dois que ainda estão sendo construídos. Atualmente a agência da ONU está abrigando 11 mil famílias, aproximadamente 66 mil pessoas nesses locais.

Em breve, o número deve aumentar para 20 mil famílias ou cerca de 120 mil pessoas.

Apelo

O Acnur continua buscando mais terrenos para construir novos acampamentos e áreas de recepção e trânsito para ajudar as pessoas que estão perto de Mossul.

Calcula-se que até o fim de março, o governo do Iraque, a ONU e seus parceiros terão condições de dar abrigo a mais de 246 mil pessoas em vários acampamentos.

Em Hawiga, cidade localizada a 130 km ao sul de Mossul, o Acnur espera ajudar até 114 mil pessoas. Pelos dados da agência, mais de 82 mil já fugiram do local por causa da violência.

O apelo de emergência para Mossul, feito pelo Acnur no ano passado, foi de US$ 196 milhões, mas só conseguiu pouco mais da metade.

Para 2017, a agência disse que vai precisar de US$ 578 milhões para prestar assistência aos iraquianos deslocados e refugiados em países vizinhos.

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