Acnur menciona situação difícil nas fronteiras da Colômbia
BR

3 fevereiro 2017

Apesar de esforços nacionais de ajuda às vítimas do conflito, falta acesso a serviços e prevenção do deslocamento forçado; outro desafio atinge pessoas que entram no país de forma irregular devido ao risco de tráfico humano.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

A agência da ONU para Refugiados, Acnur, divulgou esta sexta-feira um relatório revelando uma situação humanitária difícil nas regiões de fronteira da Colômbia.

Os desafios são muitos. Apesar de esforços nacionais para ajudar as vítimas do conflito armado, ainda existem muitas lacunas para que a situação melhore. Um exemplo é a falta de acesso a serviços do Estado e falta de prevenção ao deslocamento forçado, a perda de propriedades e ao recrutamento de crianças para o combate.

Tráfico

O relatório do Acnur destaca também desafios enfrentados pelas pessoas que entram na Colômbia por canais irregulares. Esses civis correm o risco de tráfico humano, condições precárias ao chegar no país e acesso limitado a documentos oficiais.

A agência da ONU está especialmente preocupada com as comunidades indígenas e de afro-descendentes na Colômbia. Apesar de terem proteção legislativa, o Acnur avalia que o governo colombiano precisa fazer muito mais para melhorar as condições dessas comunidades e garantir sua proteção física e cultural.

O relatório pede o reforço das instituições do Estado nas fronteiras e maior respeito aos direitos fundamentais e à luta contra a pobreza extrema. Isso inclui garantir o básico, como habitação, acesso à renda e a alimentos, que em algumas áreas de fronteira ainda está abaixo da média nacional.

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