Sentir impacto da fome pode ser uma questão de semanas na Somália

3 fevereiro 2017

Chefe humanitário no país fala de ameaça enfrentada pela metade da população somali; mais de 360 mil crianças com desnutrição aguda  precisam de apoio nutricional.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

As Nações Unidas alertaram que a fome pode tornar-se uma realidade nas próximas semanas na Somália, se não forem tomadas medidas urgentes para intensificar a assistência humanitária.

O coordenador humanitário para o país, Peter de Clercq, chamou a atenção para várias áreas que estão entre as mais afetadas pela seca na Somália.

Chuvas

O responsável sublinhou que “este é o momento de agir” para evitar uma outra vaga de fome no país africano, onde fracas chuvas e a falta de água destroem colheitas e causam a morte de animais.

Várias comunidades vêem-se obrigadas a vender os bens e a pedir emprestado  dinheiro e alimentos para sobreviver.

O número de pessoas que precisam de assistência aumentou de 5 milhões em setembro para as mais de 6,2 milhões atuais que correspondem a metade da população somali.

Crise e emergência

Os dados indicam também um aumento de pessoas em situações classificadas como “crise” e de “emergência”. Há seis meses eram 1,1 milhão e a previsão é que cheguem a 3 milhões entre fevereiro e junho deste ano.

A situação é particularmente grave entre os somalis mais novos. Cerca de 363 mil crianças têm desnutrição aguda e precisam de apoio nutricional que inclui tratamento essencial para salvar vidas de mais um quinto delas em desnutrição grave.

O impacto da seca tem uma dimensão maior que os níveis de sofrimento causado por confrontos prolongados, choques sazonais e surtos de doenças.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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