Enviado da ONU quer encontro sobre a Síria em 20 de fevereiro
BR

31 janeiro 2017

Ideia é garantir envolvimento do governo e permitir que oposição esteja unificada; Staffan de Mistura disse que cessar-fogo “tem agora mais chances do que qualquer outro”, após falar no Conselho de Segurança.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria disse que pediu ao Conselho de Segurança que adie as negociações sobre o fim do conflito no país até 20 de fevereiro.

Falando a jornalistas, em Nova Iorque, Staffan de Mistura declarou que o prazo do convite aos participantes é o dia 8.

Concessões e discussões

O mediador contou que a primeira intenção é dar chance à implementação da iniciativa da semana passada em Astana. De Mistura explicou que se o atual cessar-fogo ficar mais sólido, tal como se espera, isso vai ajudar a concretizar as negociações sobre a Síria.

O segundo objetivo é permitir um maior envolvimento do governo “nas concessões e discussões”. Em terceiro lugar, espera-se que a oposição venha unida.

Mulheres

De Mistura disse que se a oposição não estiver pronta para se apresentar como um grupo unificado até 8 de fevereiro, deverá selecionar membros das delegações para garantir um processo mais inclusivo.

A ideia é assegurar a participação de mulheres e que sejam refletidos os grupos da oposição e do governo de forma equilibrada.

Terroristas

A preocupação do enviado é com os impedimentos ao acesso da ajuda humanitária devido ao conflito em áreas isoladas. Para ele, um cessar-fogo facilitaria a possibilidade para ter foco no combate a grupos terroristas como Al Nusra e o Daesh, como é conhecido o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

O enviado disse que o atual cessar-fogo na Síria “tem agora mais chances do que qualquer outro mas precisa ser trabalhado”. Na capital do Cazaquistão estiveram 13 grupos sentados à mesa com o governo.

Ele mencionou a criação do mecanismo sobre cessação de hostilidades “que faltava em outros cessar-fogos”. A Rússia, a Turquia e o Irã deverão ser avalistas para que este permaneça.

De Mistura elogiou também o reconhecimento feito pelas partes “do papel central da ONU”, através do secretário-geral António Guterres ao liderar as discussões sobre o processo político para um cessar-fogo na Síria em sessões realizadas em Genebra.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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