Timor-Leste diz que Guiné-Bissau precisa de apoio internacional

26 janeiro 2017

Em entrevista à ONU News, presidente do Conselho de Ministros do país asiático, Agio Pereira, afirmou que a nação africana necessita de auxílio para edificar o Estado de direito; Pereira esteve em Nova Iorque para participar de encontro de alto nível sobre paz sustentável.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

O Objetivo 16 da Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável trata de paz e segurança, temas que estão diretamente ligados também ao desenvolvimento inclusivo.

Esta é a opinião do ministro de Estado de Timor-Leste, Agio Pereira. Segundo ele, seu país foi pioneiro no debate para implementar estas metas em sua região.

Cooperação

Pereira esteve em Nova Iorque para representar Timor-Leste no Encontro de Alto Nível sobre Construção de uma Paz Sustentável, realizado na terça-feira na sede da ONU, em Nova Iorque.

Em entrevista exclusiva à ONU News, após a reunião, o ministro de Estado e presidente do Conselho de Ministros falou sobre a cooperação timorense com as Nações Unidas e também com outros países de língua portuguesa como a Guiné-Bissau.

Para Agio Pereira, a Guiné-Bissau é um “país irmão que ainda precisa de apoio para edificar o seu Estado de direito democrático”.

Parlamento

“São fraquezas institucionais. Quando edificamos o Estado, os pilares do Estado têm que ser saudáveis, tem que haver um processo democrático inclusivo. São lições que até levaram ao desenvolvimento das Metas de Desenvolvimento Sustentável portanto Guiné-Bissau é um país que tem futuro, tem uma população mutio determinada, uma classe média bem educada, um Parlamento que funciona.”

De acordo com o ministro timorense, a comunidade internacional deve esforçar-se para apoiar a Guiné-Bissau no fortalecimento de suas instituições.

Edificação

“É preciso é que outros países não tomem uma atitude de condenação, mas que sejam críticos, mas ao mesmo tempo que deem o apoio político e financeiro necessários para que Guiné-Bissau possa sair duma situação muito complexa de instabilidade a nível da edificação do Estado.”

O ministro timorense afirmou que seu país tem contribuído para a consolidação da paz na Guiné-Bissau também em nível bilateral e lembrou do papel do ex-presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, como antigo representante especial do secretário-geral da ONU na nação africana.

 

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