Índice de feridos em Mossul continua alto e hospitais estão destruídos
BR

26 janeiro 2017

OMS fornece atendimento médico às vítimas na cidade iraquiana; mais de 1,6 mil feridos foram encaminhados aos hospitais de Erbil; chances de sobrevivência são maiores se atendimento é feito uma hora após o trauma.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou um balanço da situação de saúde em Mossul, no Iraque. Continua em andamento uma operação militar para retomar o controle da cidade das mãos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Segundo a OMS, o índice de traumas continua alto: entre 17 de outubro e 18 de janeiro, mais de 1,6 mil civis feridos foram enviados aos hospitais da cidade próxima, Erbil, já que os hospitais em Mossul foram destruídos durante os combates. Mas a ida até Erbil pode durar duas horas de carro.

Sem verba

A agência da ONU explica que a maioria dos centros médicos de Mossul já não têm mais capacidade de fornecer atendimento à população. São 2,7 milhões de pessoas afetadas pelo conflito e falta dinheiro para garantir serviços médicos a todos. São necessários US$ 65 milhões, mas até agora foram recebidos apenas US$ 14 milhões.

A OMS destaca que as chances de sobrevivência são bem maiores se a pessoa ferida receber atendimento médico até uma hora após o trauma, período conhecido como “hora de ouro”.

Clínicas móveis

A OMS colocou 50 leitos em um hospital improvisado no leste do Mossul, que tem duas salas de operação. No local, são tratados pacientes vítimas de balas, de minas terrestres e de ferimentos causados por explosões de bombas.

Mais três hospitais temporários serão criados em breve para cuidar dos feridos no oeste e no sul da cidade. A OMS tem ainda várias ambulâncias e clínicas móveis circulando nos arredores de Mossul.

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