Dez coisas que você precisa saber sobre a crise na Síria
BR

24 janeiro 2017

A OMS alcançou avanços importantes para ajudar os sírios durante o conflito que se aproxima dos seis anos; agência da ONU ajudou nas negociações para a retirada de pacientes de Alepo e disponibilizou clínicas móveis.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde quer mostrar 10 pontos que todos devem saber sobre a crise na Síria.

A agência da ONU conseguiu avançar em várias operações de ajuda à população síria em 2016, indo desde a retirada de pacientes em condições críticas de Alepo até o fornecimento de clínicas móveis para atender a população comum.

Segundo a OMS, no ano passado mais de 10 milhões de tratamentos foram feitos ou realizados por todo o país. Mais de 1/3 dos remédios necessários para esses tratamentos foram entregues em áreas sitiadas, de difícil acesso ou controladas pela oposição.

Pessoas em estado grave de saúde foram retiradas com sucesso de áreas cercadas, incluindo o leste de Alepo, Foah e Mandaya. A agência teve um papel importante não só nas negociações, mas também no planejamento e na supervisão de todo o processo.

3 A OMS foi responsável pelo treinamento de mais de 16 mil trabalhadores de saúde. Quando a organização não era autorizada a entrar em uma região, os técnicos e médicos forneciam treinamento por telefone ou videoconferência.

Mais de 300 médicos e enfermeiros sírios foram treinados na Turquia para fornecer cuidados de saúde a refugiados sírios em acampamentos turcos.

A agência forneceu assistência a pessoas que sofrem de doenças crônicas, como diabetes, problemas renais e mentais. A OMS realizou mais de 11,5 mil sessões de hemodiálise somente no terceiro trimestre de 2016.

5 Milhões foram vacinados em campanhas por todo o país contra hepatite B, sarampo, rubéola e gripe. A OMS e o Unicef, o Fundo para a Infância, conseguiram vacinar juntos 2,6 milhões de crianças contra a pólio.

Já para este ano, a agência alerta que 13 milhões de sírios precisam de serviços médicos. Em 2016, 30 mil pessoas ficaram feridas todos os meses e necessitaram de atendimento trauma-ortopédico.

Ataques a instalações de saúde, clínicas e hospitais, ocorrem com uma frequência alarmante. Centenas de médicos, enfermeiros, pacientes e outras pessoas morreram nesses atentados.

A OMS alerta que as condições no país são propícias a surtos de doenças infecciosas. As pessoas em fuga acabam ficando em locais confinados e sem acesso à água e ao saneamento básico.

9 Além disso, a agência diz que o acesso a algumas regiões do país é muito difícil. Mais de 700 mil pessoas vivem em 15 regiões sitiadas e a entrega de suprimentos de emergência muitas vezes é proibida ou adiada.

10 Por fim, a OMS afirma que os recursos para cobrir as operações de ajuda estão no limite. A organização recebeu apenas 1/3 do dinheiro necessário para financiar as atividades de resposta humanitária planejadas para 2016. Para este ano, a OMS disse que vai precisar de US$ 164 milhões.

 

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