Frio extremo e hipotermia colocam em risco a vida de crianças refugiadas
BR

23 janeiro 2017

Unicef acredita que temperaturas muito baixas vão continuar afetando a Europa nesta semana; menores de idade sofrem com doenças respiratórias e agência da ONU pede fim do “limbo” em que vivem; 17% estão desacompanhadas.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

O frio extremo que atinge partes da Europa deve continuar pelos próximos dias e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, destaca que as crianças refugiadas estão sendo ameaçadas por sérias doenças respiratórias, como pneumonia e influenza.

Os menores de idade correm até o risco de morrer de hipotermia e segundo o Unicef, 24 mil crianças, adolescentes e até recém-nascidos estão na Grécia e nos Bálcãs. A maioria deixou a Síria, o Iraque e o Afeganistão.

Saúde mental

Em Genebra, a porta-voz da agência da ONU, Sarah Crowe, explicou que o impacto das temperaturas muito frias vai além da saúde física dos refugiados, porque afeta inclusive o bem-estar mental deles.

Segundo Sarah Crowe, o problema não está ligado apenas em garantir que as crianças que passam frio recebam roupas, meias e sapatos. O principal, afirma a porta-voz do Unicef, é lembrar que esses menores refugiados são “vítimas da incerteza, de um atraso burocrático que os colocou em um estado de limbo, tendo um grande impacto na sua saúde mental”.

Roupas

Na Grécia, especialmente nas ilhas onde milhares de refugiados estão abrigados em tendas, tempestades de neve caíram pela primeira vez em anos. O Unicef pede que os refugiados e migrantes que estão em locais superlotados sejam transferidos para abrigos mais apropriados e seguros.

O Unicef está apoiando as crianças refugiadas na Europa. Na Bulgária, por exemplo, 1,1 mil menores receberam roupas para o frio e botas. Segundo o Unicef, existem famílias que não conseguem deixar a Grécia desde agosto e esperam a realocação para outros países da Europa.

A agência também chama a atenção para o total de crianças desacompanhadas: 17% dos menores refugiados na Europa estão sem os pais ou responsáveis.

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