Enviado da ONU participará de conversações sobre a Síria segunda-feira
BR

19 janeiro 2017

Staffan de Mistura foi convidado para o encontro de alto nível realizado por Irã, Rússia e Turquia, em Astana, capital do Cazaquistão; para as Nações Unidas, apesar do cessar-fogo a ajuda humanitária ainda não chega às pessoas em áreas sitiadas.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O conselheiro-sênior da ONU para a Síria, Jan Egeland, afirmou esta quinta-feira que “em termos de acesso humanitário, o cessar-fogo no país tem sido uma decepção”.

Falando a jornalistas em Genebra, Egeland disse que apesar do fim da violência, trabalhadores de ajuda ainda não conseguem alcançar as pessoas que precisam de algum tipo de assistência.

Astana

Ele anunciou que o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, representará a organização nas conversações para solucionar o conflito sírio.

O encontro entre representantes do governo da Síria e grupos de oposição foi organizado pelo Irã, Rússia e Turquia e está marcado para segunda-feira, 23 de janeiro, em Astana, capital do Cazaquistão.

Egeland disse que a reunião representa uma oportunidade para as agências humanitárias em operação no território sírio.

O conselheiro explicou ainda que “em janeiro, a ONU recebeu autorização para entregar ajuda a apenas metade da população que tinha pedido inicialmente”.

Sistema burocrático

Segundo ele, mesmo quando o plano de entrega humanitária é aprovado, um “sistema burocrático” impede a sua implementação. Egeland cita, por exemplo, exigências como passes, licenças e diferentes níveis de acordos entre as partes do conflito, incluindo os grupos de oposição.

A situação é preocupante na cidade de Deir ez-Zor, no leste da Síria, onde vivem 93 mil pessoas. O grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, conseguiu dominar várias áreas, entre elas, a região usada pelas Nações Unidas para receber os carregamentos aéreos humanitários.

Egeland disse que desde domingo, as agências não conseguiram entregar nenhum tipo de assistência para os civis.

Em Alepo, a ONU conseguiu ajudar cerca de 500 mil pessoas nos últimos dias. O conselheiro afirmou que, pela primeira vez em vários meses, as agências vão ter condições de alcançar toda a população da cidade.

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