ONU quer ação rápida para levar responsáveis do ataque no Mali à justiça

19 janeiro 2017

Guterres renova determinação  em apoiar os malianos; Conselho de Segurança chama “bárbaro” o ato reivindicado pelo grupo terrorista Al Mourabitoune; campo atacado abrigava 600 pessoas das partes que assinaram o acordo de paz.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral e o Conselho de Segurança da ONU condenaram “nos termos mais fortes” o ataque suicida da quarta-feira, que provocou dezenas de mortos e feridos num campo do Mecanismo de Coordenação Operacional no Mali.

O local situado na cidade de Gao abrigava 600 pessoas que faziam parte das três partes signatárias do acordo de paz e iriam começar patrulhas mistas na região.

Recuperação

Em nota emitida pelo seu porta-voz, António Guterres expressou suas mais sinceras condolências ao Governo do Mali e às famílias das vítimas, à Coordenação de Movimentos de Azawad e à Plataforma.

Ele desejou uma pronta recuperação aos feridos e pediu uma ação rápida para levar os responsáveis pelo ataque à justiça.

As patrulhas mistas são uma medida de segurança provisória fundamental do acordo de paz que tem como objetivo reduzir a insegurança no norte do Mali, enquanto se aguarda a restauração total da autoridade do Estado.

Ataques

O secretário-geral da ONU instou as partes a continuarem a atuar no sentido de implementarem os pontos do acordo de paz e a fazerem todo o possível para evitar tais ataques.

Segundo Guterres, o “ato desprezível” reforça a determinação das Nações Unidas em apoiar o povo do Mali, o Governo e os grupos armados signatários na sua luta pela paz, e contra o terrorismo e os seus esforços para manter o acordo de paz.

O Conselho de Segurança considerou “ataque bárbaro” o ato que foi reivindicado pelo grupo terrorista Al Mourabitoune.

O Conselho reitera que o terrorismo é uma séria ameaça à paz e à segurança internacionais e sublinha que é preciso levar os envolvidos à justiça e à prestação de contas.

A nota condena qualquer tentativa de comprometer o processo de paz no Mali e reafirma a  decisão do órgão de apoiar o povo, o governo e os signatários na implementação total do Acordo de Paz e Reconciliação.

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