Unicef: crianças sírias refugiadas sem acesso à educação na Turquia
BR

19 janeiro 2017

Relatório da agência da ONU mostrou que mais de 40% desses menores estão fora das salas de aula; Turquia é o país que abriga o maior número de crianças refugiadas no mundo.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que mais de 40% das crianças refugiadas sírias em idade escolar que vivem na Turquia não têm acesso à educação.

Segundo a agência da ONU, quase 500 mil crianças refugiadas estão matriculadas em escolas turcas.

Geração perdida

Apesar disso, o vice-diretor-executivo do Unicef, Justin Forsyth, disse que “pela primeira vez desde o início da crise síria, há mais crianças sírias na Turquia frequentando uma sala de aula do que fora dela”.

Forsyth declarou que “o governo turco deveria ser elogiado por essa conquista”.

Mas ele informou que se não forem liberados mais recursos, “ainda há risco de uma geração inteira de crianças sírias ser perdida por falta de habilidades que um dia irão precisar para reconstruir seu país”.

A Turquia é o país que mais abriga crianças refugiadas no mundo: são 1,2 milhão de menores nessas condições vivendo no seu território.

Programa nacional

Em parceria com o governo turco, o Unicef está ajudando a fortalecer o sistema educacional, aumentar o acesso ao aprendizado e melhorando a qualidade da educação inclusiva para crianças sírias e turcas.

Desde 2013, a agência da ONU ajudou a construir ou renovar quase 400 escolas e a treinar 20 mil professores voluntários. Aproximadamente 13 mil deles recebem salários mensais.

Está em andamento um esforço para incluir crianças sírias em um programa nacional que concede vales em dinheiro a famílias pobres para que elas mantenham suas crianças nas escolas.

O Unicef calcula que por toda a região, 2,7 milhões de crianças sírias estejam fora das salas de aula, a maioria dentro do próprio território sírio.

Cerca de 300 mil menores estão retidos em 15 áreas sitiadas por todo o país e mais 2 milhões estão em regiões que não recebem ajuda humanitária, incluindo 700 mil em áreas controladas pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

 

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