Conselho de Segurança reúne-se sobre Mali e condena ataque que matou 60
BR

18 janeiro 2017

Dezenas ficaram feridas após explosão de carro bomba em Gao, nesta quarta-feira;  Nações Unidas estão preocupadas com avanço dos atos terroristas.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas condenaram um ataque suicida com um carro-bomba que esta quarta-feira matou pelo menos 60 pessoas e provocou dezenas de feridos num acampamento militar na cidade de Gao, no norte do Mali.

O tema marcou a sessão do Conselho de Segurança que analisou a situação maliana. A reunião foi aberta pelo presidente do órgão neste mês, o embaixador da Suécia junto à ONU, Olof Skoog.

Mecanismo

Para o diplomata, o ataque ao mecanismo de coordenação de operações é uma ação hedionda. Ele enviou condolências aos familiares dos mortos, aos feridos e ao governo.

O tema passou ao topo da agenda para discutir o informe apresentado ao órgão pelo subsecretário-geral para as Operações de Paz. Hervé Ladsous disse tratar-se de um ataque direto ao processo de paz no país da África Ocidental. Mais de 600 tropas estavam concentradas no local a preparar patrulhas.

Avanços

O representante condenou “nos termos mais fortes” o ato que chamou “covarde e vil”. Para ele, o ataque pretende fazer fracassar o processo de paz minando a confiança entre os signatários e as populações contrariando os avanços para implementar medidas de segurança para o acordo de paz.

Ladsous destacou que acelerar a implementação do acordo é o único caminho para estabilizar o Mali e para um processo de paz bem-sucedido.

O chefe das operações de paz destacou haver uma corrida contra o tempo ao reafirmar que a ONU continua, mais do que nunca, profundamente empenhada em apoiar o governo do Mali e às partes na rápida implementação do acordo.

Sofisticação

Ladsous disse que embora o número de ataques contra as Forças Armadas do Mali e as forças da Missão de paz da ONU estejam a diminuir ao longo dos últimos três meses, o avanço nas táticas dos atos terroristas continua a ser uma preocupação.

Ele citou uma série de ataques complexos contra equipamento aéreo da Minusma e as forças internacionais que “dificultam muito a sua capacidade operacional”. Para Ladsous, se a situação de segurança continua a piorar não haverá paz para se manter no Mali

A missão de paz enfrenta lacunas significativas na capacidade que segundo Ladsous inclui aviões, veículos blindados, apoio logístico e proteção das suas forças que limitam a defesa eficaz dos civis e do próprio pessoal e a execução total do seu mandato.

Notícias relacionadas:

"É muito importante para Portugal regressar às Nações Unidas"

Entrevista: Portugal e forças de paz no Mali

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud