Alto comissário pede investigação sobre bombardeio a acampamento na Nigéria
BR

18 janeiro 2017

Filippo Grandi diz que  governo nigeriano deve identificar urgentemente falhas que levaram à tragédia; mais de 50 deslocados internos e trabalhadores humanitários morreram no ataque.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, condenou o bombardeio a um acampamento para deslocados internos no estado de Borno, na Nigéria.

O ataque nesta terça-feira ocorreu no momento da distribuição de alimentos no local. Segundo o Acnur, mais de 50 pessoas morreram, incluindo seis trabalhadores humanitários.

Investigação

Grandi quer que o governo nigeriano abra uma investigação para descobrir as causas do erro e possa implementar medidas para que isso não ocorra nunca mais.

Segundo o Acnur, as autoridades nigerianas disseram que o bombardeio foi um acidente e que abriu uma investigação para saber o que aconteceu.

A agência afirmou que muitos dos mais de 1,7 milhão de pessoas deslocadas internas e organizações humanitárias continuam enfrentando desafios de segurança por causa dos conflitos entre as tropas do governo e insurgentes no nordeste do país.

O acesso humanitário ao acampamento de Rann tem sido muito difícil não somente por causa da insegurança, mas também pelas péssimas condições das estradas.

Proteção

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, condenou o bombardeio ao acampamento na Nigéria e disse que as mortes mostram a importância da proteção de civis durante emergências humanitárias.

Ainda falando sobre ataques, mas desta vez no México, a Cruz Vermelha Internacional e as Sociedades do Crescente Vermelho divulgaram nota condenando os assassinatos de duas paramédicas da organização na cidade de Ixtapaluca.

Segundo o comunicado, Norma Angélica Vásquez e Virginia Garduño foram assassinadas por homens armados quando realizavam operações humanitárias na região, na semana passada.

A Cruz Vermelha afirmou que “é imperativo que os funcionários humanitários e pessoal médico tenham condições de trabalhar com segurança para garantir serviços de saúde a todas as comunidades”.

A organização informou que a violência é uma realidade diária para milhões de pessoas que vivem na região das Américas e onde estão 43 das 50 cidades mais perigosas do mundo.

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