Angola e Moçambique devem ter crescimento e inflação em 2017

17 janeiro 2017

Relatório destaca queda do preço de matérias-primas; África Austral pode observar melhora da atividade económica; expansão global deve chegar a  2,7%.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

África terá um avanço de 3,2% no Produto Interno Bruto em 2017. A nível global, a expansão será de uma forma moderada situando-se em 2,7%, segundo o relatório Situação Económica Mundial e Perspectivas.

Angola e Moçambique são assinalados no documento apresentado esta segunda-feira, em Nova Iorque, pelas altas taxas de inflação que devem continuar após a pressão verificada no ano passado.

Petróleo em Angola

Falando à ONU News, em Nova Iorque, o economista do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais, Desa, Sérgio Vieira destacou que a queda dos preço do petróleo em Angola ditou o avanço de 0,8% em 2016.

“A taxa de crescimento prevê-se que melhore em 2017, passando de 1,8% e para 2,8% em 2018. Essa retoma é lenta e deve-se à consolidação orçamental depois que de o país ter sofrido grandes quedas nas receitas fiscais desde que, obviamente, o preço do petróleo baixou. Também existe o grave problema da infração que ultrapassou os 30% em 2016, reduzindo o consume e o investimento privado”

Dívida em Moçambique

Moçambique é o outro caso de  inflação alta, onde as “medidas de política monetária provavelmente permanecerão restritivas.” Sérgio Vieira disse que o desempenho económico será moderado.

“Este país vai manter uma performance económica mais equilibrada. Em 2016 espera-se que a taxa de crescimento fique pelos 4,2%, Em 2017 deverá passar para 5,5% em 2018 para 6,2%. Moçambique deverá beneficiar com o aumento do preço dos minerais mas ao mesmo tempo o seu crescimento económico será limitado pela inflação que já passou dos 20% e a alguma inquietação dos investidores privados devido à reestruturação da dívida externa.”

África Austral

Em toda a sub-região da África Austral prevê-se que a atividade económica melhore modestamente para 1,8% em 2017 e 2,6% em 2018.

A maior economia regional, a África do Sul,  deve ter uma recuperação moderada no setor agrícola e de minerais. Mas a “incerteza política pode pesar sobre os sentimentos dos investidores”.

Em relação a toda a África, a expansão da economia deve ser de meio ponto percentual no próximo ano, marcando uma recuperação progressiva do crescimento em relação a 1,7% de 2016.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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