Síria: agências fazem apelo para que tragédias não sejam repetidas em 2017
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16 janeiro 2017

Diretores do PMA, do Unicef, da OMS e do Acnur divulgam comunicado conjunto pedindo acesso imediato e incondicional a todas as famílias que estão cercadas; 700 mil pessoas estão sitiadas, quase metade são crianças.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Chefes de várias agências* das Nações Unidas lançaram nesta segunda-feira um apelo conjunto sobre a Síria, pedindo que as tragédias que marcaram o país no ano passado não sejam repetidas em 2017.

Segundo o comunicado, existem 15 áreas sitiadas na Síria, onde 700 mil pessoas vivem sob cerco. Quase metade, ou 300 mil, são crianças. Já 5 milhões de pessoas vivem em regiões extremamente difíceis de serem alcançadas devido aos confrontos, à insegurança e restrições de acesso.

Direitos negados

Os representantes das agências da ONU explicam que os sírios continuam sofrendo porque além da violência, eles sequer têm o mínimo para manter suas vidas.

Por isso, o “mundo não pode ficar em silêncio enquanto os lados em conflito continuam negando à população comida, água, medicamentos e outros itens, como uma tática de guerra.”

As crianças também têm um risco maior de ficar desnutridas, desidratadas e assim, terem diarreia, doenças infecciosas e ferimentos. Muitas precisam de apoio após terem sido expostas aos traumas da violência. Várias crianças sírias nunca viram nada além do conflito, que já dura quase seis anos.

Horror

Os representantes da ONU alertam para o fato de que os “horrores do cerco nos distritos do leste de Alepo já desapareceram da consciência pública”.  Mas eles pedem que as “necessidades, as vidas e o futuro do povo sírio não se apaguem da consciência do mundo”.

A nota foi divulgada na véspera da abertura do Fórum Econômico Mundial, que começa em Davos, na Suíça, na terça-feira, reunindo os principais líderes políticos e empresariais do mundo.

*O comunicado é assinado por: Ertharin Cousin, diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos, PMA; Anthony Lake, diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef; Stephen O’Brien, subsecretário-geral da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários; Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS e Filippo Grandi, alto comissário da ONU para Refugiados.

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