Nigéria: danos da crise do Boko Haram superam US$ 9 mil milhões no nordeste

13 janeiro 2017

Prejuízos incluem mortes e limitações na produção e atividade económica; prosseguem negociações para a liberação de dezenas de meninas raptadas em Chibok; chefe humanitário espera ano de “viragem para os afetados”.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas estimam que o impacto económico da crise provocada pelas milícias Boko Haram chegue a US$ 9 mil milhões somente no nordeste da Nigéria.

O secretário-geral adjunto para os Assuntos Políticos, Taye-Brook Zerihoun, afirmou que os efeitos incluem a perda de vidas humanas, a morte do gado, danos na produção alimentar e a estagnação na economia e no desenvolvimento regional.

Meninas de Chibok

Num relatório ao Conselho de Segurança, o responsável considera “encorajadoras” as negociações para a liberação de dezenas de meninas raptadas pelo grupo em Chibok em 2015. O processo mediado pela Cruz Vermelha e pelo governo suíço permitiu que 21 sequestradas fossem soltas a 13 de outubro.

Num informe separado, o subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários disse haver esperança de que 2017 seja “um ponto de viragem para os afetados” pela crise na Bacia do Lago Chade.

Auxílio

Stephen O’Brien revela que a natureza do conflito está a mudar e que “cada vez mais áreas estão sob controlo do governo”. O representante destacou que mais de 10,7 milhões de pessoas  precisarão de auxílio este ano.

Para ele, é momento de agir com determinação para fazer chegar assistência humanitária, proteção e serviços básicos lançando bases para uma recuperação e reconstrução. Stephen O'Brien explicou que a meta é evitar uma crise prolongada.

A região africana tem cerca de 2,4 milhões deslocados devido ao conflito. Desse número, mais de 1,5 milhão são crianças.

Nos últimos seis meses, a colaboração entre a ONU e os governos da Bacia do Lago Chade aumentou a resposta humanitária. Mais de 2,1 milhões de pessoas tiveram assistência alimentar, 4 milhões receberam ajuda de emergência na saúde e outros 1,7 milhão têm acesso à água e ao saneamento.

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