Enviado da ONU aborda fim do conflito no Iémen em visita aos Estados árabes

12 janeiro 2017

Ismail Ould Cheikh Ahmed desloca-se ao Qatar, a Oman e à Jordânia; processo de paz, fim de confrontos e situação económica foram destaques na Arábia Saudita.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O enviado especial das Nações Unidas para o Iémen está a percorrer os países árabes para intensificar os esforços em busca de uma solução pacífica para o conflito iemenita.

As Nações Unidas informaram que Ismail Ould Cheikh Ahmed deve passar os próximos dias no Qatar, em Oman e na Jordânia após o fim da visita à Arábia Saudita, na quarta-feira.

Combates

Os temas em discussão com diplomatas em Riade foram os últimos desenvolvimentos no processo de paz iemenita e os passos para que sejam os combates sejam novamente interrompidos.

Ould Cheikh Ahmed também abordou com o governador do Banco Central iemenita, Monasser Al-Quaiti, a situação económica do Iémen e várias “medidas urgentes para evitar um agravamento da situação económica” na nação árabe.

Após a impressão e envio ao país de mais riais, a moeda local, o representante encorajou o pagamento de salários em todas as partes do Iémen à medida que é ultrapassada a crise de liquidez. O pedido foi feito ao governo, aos intervenientes locais e à comunidade internacional.

Sofrimento

Para o representante da ONU, a esperança é que esses fundos ajudem a superar a pressão financeira e a melhorar a situação humanitária “muito grave” que exige “medidas urgentes para aliviar o sofrimento do povo iemenita.”

Para um melhor desempenho económico, o enviado disse que incentiva ações dos cidadão e aos estados da região para garantir o fim das hostilidades e a retomada do diálogo em busca de uma solução política para o conflito.

Crianças

Ele destacou que os recentes acontecimentos trágicos e a morte de crianças e civis “são mais um lembrete da necessidade de as partes encontrarem uma solução política para o conflito”.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que uma menina morreu e outras quatro ficaram feridas em dois ataques a uma escola da capital Sanaa na terça-feira.

A agência sublinhou que ao invés de aprender, as crianças testemunham a morte, a guerra e a destruição. De acordo com as Nações Unidas, 1,4 mil menores perderam a vida desde a escalada do conflito em março de 2015.

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